Como saber quem é a pessoa certa para você

Apenas um adolescente perdido e frustrado como todos os outros.

2020.12.02 05:52 0h_Dan Apenas um adolescente perdido e frustrado como todos os outros.

Hey! (Vou avisando que esse desabafo é meio grande, eu realmente não sei como encurtar as coisas)
Bom, acabei de criar essa conta no Reddit, são uma e cinquenta da madrugada, deveria estar dormindo, mas dane-se :P
Quero começar dizendo que eu tenho uma vida boa, classe baixa, mas nunca nos faltou nada. Sou um adolescente de 16 anos, estou no primeiro ano do ensino médio (calma que já chego nessa parte), tenho amigos maravilhosos que me apoiam em tudo e tenho um emprego, não ganho muito, mas é o suficiente para alguém que quer juntar dinheiro para o futuro e apenas com uma conta a pagar (afinal, eu tenho que ajudar em casa)
Sobre minha família: tenho um pai que por mais conservador que seja me apoia em minhas aspirações, uma mãe que embora não demonstre tanto, sei que me ama e ama meus irmãos e sobre meus irmãos, eles brigam o tempo todo, mas eu gosto deles.
O que quero retratar nesse desabafo é sobre a escola e em como ela vem pressionando a mim há um tempo.
(Você pode ignorar o próximo parágrafo porque é só para dar um contexto, mas não é tão importante)
Do primeiro ao quinto ano (2011 a 2015) tive notas excelentes, era o melhor da sala, nessa época eu era uma criança ingênua e feliz (até demais às vezes). Pois bem, em 2016 e 2017, quando estava no sexto e sétimo ano, minhas notas caíram bastante, e isso (acredito eu), se deve ao fato de que eu estava muito infeliz, meus pais tinham se separado e comecei a sofrer bullying dos meus até então "amigos" e do meu irmão mais velho. 2018 passou e me resolvi com meu irmão (hoje estamos de boa, sem ressentimentos, mas para isso, tive que me afastar dele por um bom tempo), sobre os amigos abusivos, eu esqueci deles e mudei de escola, o que foi ótimo; então, minhas notas subiram novamente.
Mas até então eu não pensava muito no que queria ser, não levava tudo muito a sério (até porque nunca tive dificuldade em aprender o que gostava, e eu adorava quase todas as matérias), e então, chegou 2019.
Em 2019, eu comecei a realmente me dedicar, fazia, de fato, (quase) todos os deveres e estudava para as provas, o que por um lado, me rendeu um certo senso de "responsabilidade" (não sei se estou usando a palavra certa), mas na metade do ano passado, comecei a me sentir esgotado.
O que me fez sentir isso, foi a pressão que as pessoas colocavam em mim para saber o que queria ser; uns diziam para eu fazer o que eu gosto, não o que dá dinheiro, outros diziam o contrário, a diretoria dizia que precisavamos nos esforçar mais porque daqui uns anos já teríamos que fazer vestibular, tudo isso me deixou muito confuso e com muito medo do futuro.
Um dos meus maiores medos é não passar no Enem ou em outros vestibulares quando eu for fazer, porque nesse ano, eu prometi a mim mesmo que iria me esforçar nas aulas, mas veio a pandemia e isso me desanimou, sinto que esse foi um ano jogado no lixo, e que ele me fará muita falta. O pior: eu nem ao menos sei qual carreira quero seguir, uma parte de mim quer ser designer (ainda não decidi qual área do design), outra diz recursos humanos, a outra diz para cursar letras e ser escritor.
Eu realmente não sei o que quero da minha vida, sou um adolescente perdido, confuso e desanimado; o que me consola é saber que estou guardando dinheiro para o futuro, pois pretendo fazer intercâmbio, e como não nasci com tantas condições, o jeito é juntar.
Mas é isso, desculpe pelo texto enorme, eu sinto que não deveria postar pois acho que deve ser mais um draminha de adolescente aos olhos de quem lê. Gostaria de algum conselho de alguém que já passou por isso, de alguém mais velho, mas qualquer um ajuda .-.
Boa noite, e até algum dia.
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2020.12.01 05:01 asdesventurasdodee ENFIM ME SENTINDO BEM SENDO QUEM SOU!!!

Olá, podem me chamar de D, tenho 17 anos e no próximo ano faço 18. Sabe, tá sendo uma puta jornada até aqui na minha vida inteira... Na verdade minha vida só de 2 anos pra cá veio a ficar emocionante, tive uma vida impressionantemente vazia e imarcante, talvez por só ter descoberto o mundo real e o mundo das redes sociais e interação a pouco tempo por conta de sindrome de asperger.
Na verdade o post nem é sobre isso...
Ok, um pouco de contexto real dessa vez, acho que vocês já devem estar familizarizados com familias estranhas, e bem a minha é mais uma, isso é só teoria minha mas pelo que parece a minha mãe tem uma filosofia que ela não fala explicitamente pra ninguém de "meus filhos tem que aprender sozinhos" do mesmo jeito que ela teve que aprender por perder sua mãe quando tinha 15 anos na fase mais dura e confusa da puberdade, ela támbem parece ter uma filosofia que se encaixa com a anterior de "meus filhos precisam me perguntar antes de eu ensinar" como assim? Vamos supor que tu quer falar de sexo com sua mãe, mas ela não quer te colocar nessa conversa e sim tu tem que perguntar ela pra vocês conversarem, o que parece super legal... no papel, por que quando um adolescente na puberdade vai perguntar a própria mãe sobre sexo? Mesmo que seja uma conversa casual, se já é super vergonhoso quando um parente te para pra falar disso imagina tu perguntar diretamente. Mas ok, por que falei disso tudo?
Essa filosofia da minha mãe me prejudicou por anos, a mais afetada foi óbvio a boa e velha auto-estima, eu antigamente usava cabelos curtos, devido a anos e anos da minha familia e minha mãe fazerem piada com meu cabelo, falavam pra eu pentear ele mas eu não fazia (e ainda mais ou menos não faço) ideia de como se faz isso, como se faz? ninguém ensinava mas zoar e zoar queriam, poha eu só tinha 12 anos na epoca como eu ia saber sobre cabelo se ninguém focava em me ensinar, nunca me ensinaram como um creme funciona, um gel, um pente, só fui saber o tipo do meu cabelo aos 17 anos... ESSE ANO! nunca me ensinaram nada mas me zoar, poha, todo dia, toda hora, tinha uma fase da minha vida que minha auto-estima com meu cabelo e comigo mesmo era tão baixa que eu comecei a detestar cabelo, achava cabelo inutil e só queria raspar de uma vez, eu não aguentava mais meu cabelo, só queria me livrar dele, se ninguém me ensinou NADA sobre cabelo, por que ao menos me importar com ele?
Aos meus 15 anos, no oitavo ano eu fiz meu primeiro melhor amigo real, Marcos (que tô dizendo o nome aqui por ser comum) nós, mesmo tendo gostos e personalidades tão distintas nos completavamos de alguma forma, eramos tipo "Os Caras de Pau" "O Gordo e o Magro" "Os Três Patetas só que com duas pessoas ao invés de três", nós somos amigos até hoje e ano passado ele decidiu por adorar rap e Tim Maia deixar o cabelo crescer e fazer um black power, de primeira achei idiota, mas depois. Com o tempo nos tornamos super intimos, eu me abro de coisas com ele que nunca me abriria com minha mãe, é sério! Na verdade isso me leva a outra série de aconteciementos que complementam o tema geral do post, então se quiser continuar lendo esse textão, prossiga!
Por influencia familiar e por conta do meu autismo (Sindrome de Asperger) com 12 anos eu era BABACA PRA CARALHO! arrogante, prepotente, ridiculo, me achava o maioral, e pela minha mãe ser super tradicional isso tudo vinha com uma GIGANTENORMICA homofobia, tipo, enorme, até 2018 no mesmo ano que conheci Marcos eu entrar numa rede social chamada Twester, o Toíter, eu de primeira amei o lugar, fiz várias coisas, descobri gostos, fiz tipo Celso Portiolli e arrumei muitas amizades virtuais (eu bato papo pelo meu computador, o meu correio eletronico é demais) e ali comecei a acompanhar desenhistas e a grande maioria deles super gay, lgbt+, por algum motivo todo o artista que eu seguia era LGBT+, e isso fez eu confrontar minha homofobia. Assim se foi até 2019 em que comecei a ter dúvidas sobre minha sexuali- EU SOU BI TAOK? Acho que geral percebeu que essa sua tipica história de sair do armario, tá meio óbvio já, mas continuando, me abri com meu amigo como sempre, mas depois de certas desavenças decidi não me indentificar como Bi até meus 21 por que eu achava que era muito cedo pra admitir algo desse peso e de que minha mentalidade podia fácil mudar.
1 ano depois
2020, corona e os caralho, auto estima fodida de novo, por que? além de corona, meus sentimentos por caras não sumiam nem com benza de santo, quanto mais eu reprimia mais meu ser queria atarracar num pau e nunca mais sair enquanto chupava uma vagina e agir como uma vadia cheio de tesão (muito explicito?), nesse meio tempo comecei a perceber que eu não estava feliz com meu cabelo, esses meses vem sendo de muita reflexão pra mim, comecei a revisar vários de meus erros e questões internas e essas duas se destacaram, uma eu estava conversando com meu amigo Marcos sobre como esses sentimentos não sumiam, e depois de um tempo nessa conversa eu percebi algo "tudo pode mudar, mas por agora... eu sou bisexual" isso foi catartico pra mim, eu me senti leve quando me assumi de vez, eu enfim me sinto bem sobre minha sexualidade, caralho, eu tô feliz, mas bem meses depois eu decidi "FODAS meu cabelo vai ficar grande e vou fazer um puta black bolado" e assim vem sendo, óbvio que nem tudo são flores, ainda tô aprendendo sobre cabelos, ando consultando minha irmã que vem me dando uma experiencia e minha mãe quase toda vez que vê ele faz uma reclamação ou piada diferente mas acho que posso lidar melhor com isso.
Depois de uns meses incontente com meu cabelo eu adquiri mais experiencia e consegui deixar ele 96% do jeito que eu queria, uma noite eu consegui deixar ele redondo e belo como eu assim queria e eu tinha ido a padaria comprar um bom pão sovado e estava ventando naquela hora, eu parei por uns segundos e senti o vento e ali percebi, eu estou quase 100% satisfeito com quem sou, feliz, alegre, me sentindo poderoso, só por que esse puta peso saiu de mim, ando aprendendo mais, e me sentindo feliz num ano tão caótico.
Podem tirar a lição que quiserem desse E N O R M O U S post, eu queria me abrir aqui e tô feliz, ainda tenho problemas comigo mas com isso tudo me sinto mais otimista em resolver eles com alegria, eu vi um musical chamado Avenida Q e sua música final falava de como tudo ruim na vida vai passar (É um musical de comédia acida sobre vida adulta) nós podemos estar perdidos ou com dúvida agora, mas tudo vai passar, sexo, Bolsonaro, covid, dor, sofrimento tudo vai passar, só quero terminar esse post com essas duas citações.
"Aí, maloqueiro! Aí, maloqueira! Levanta essa cabeça (Vem) Enxuga essas lágrimas, certo? (É você memo) Respira fundo e volta a correr (Vai) 'Cê vai sair dessa prisão (Aham) 'Cê vai atrás desse diploma com a fúria da beleza do sol, entendeu? (É isso) Faz isso por nós, faz essa por nós (Vai) Te vejo no pódio" - Emicida (AmarElo)
"Everything in life is only for now" - Robert Loper & Jeff Marx (Avenue Q)
Obrigado por ler esse post enorme. Te amo ❤💖
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2020.11.28 02:28 daily_changing Pensamentos interpolados...

Olá a todos, primeiramente quero dizer que eu sou uma pessoa fraca no que toca à expressão própria, e no que toca a "desabafos", por isso o que eu escrever pode ser confuso ou até incongruente por vezes e por isso peço já desculpa.
Isto irá ser sobre indecisões, questões sobre o futuro e a capacidade de mudar, ou não mudar.

Quero começar por dizer que estou num momento dificil da minha vida, não me sinto exatamente bem, nem comfortável, e isso afeta demasiado o meu dia-a-dia. Eu sempre achei que se soubesse o "porquê" de estar assim, que iria achar a "solução", infelizmente não é bem assim, e acho que nunca foi, no passado eu tratava o ato de achar o "porquê" como a "solução" em si, ou seja, se soubesse o problema então agora já estava bem, não fazia nada para mudar a situação, nem para a melhorar, ora então, o problema continuava, e começava a ficar maior e maior, até chegar a um momento onde eu já não o conseguia mais ignorar. E é isso que se passa, eu ignorei problemas, bastantes, esperando que eventualmente as coisas iriam ficar melhores, e ora bem, não ficaram, lógicamente. Eu estou bastante consciente onde a minha vida se encontra neste momento, e sendo "rude", está na merda. Está má. Está continuamente a descer e eu não a consigo parar. Eu gosto de usar esta frase :" Sinto-me num buraco, escuro e frio, com uma escada, e quanto mais eu a escalo, mais o buraco se escava a si próprio." Para mim isto quer dizer que apesar de a pessoa estar a subir a escada, não produz efeito, porque o buraco fica cada vez maior e maior.. o "normal" da minha vida está no topo do buraco, mas eu não consigo lá chegar.
Eu sempre me perguntei, há 3/4 anos, o que é que o futuro me reserva, o que é que está lá à minha espera, e tenho de dizer que nunca imaginei que fosse isto. Olhando para trás, para 3/4 anos atrás, eu "acho" que era feliz, tinha pessoas que gostava, gostava da escola, sentia-me optimista, motivado..e isso tudo mudou em principios de 2019 por uma razão que muitos podem chamar de "estúpida", "pequena", "inofensiva", mas para mim não foi nada disso. A pessoa com quem eu estava a namorar, deixou-me, e ok, normal, acontece várias vezes no mundo, as relações acabam. Correto, mas a mim afetou-me bastante, ao ponto de eu deixar a universidade, ao ponto de perder várias amizades. Eu não estava pronto, era demasiado imaturo, tomova por certa a relação e não a tentei melhorar, levando ao que aconteceu. Não me culpo inteiramente a mim, tal como no inicio fazia, mas culpo as falhas de comunicação, de motivação, dos dois na relação. O que eu culpo inteiramente em mim foi a minha eu ter sido tão fraco, tão imaturo, que mesmo após um ano ainda me afetava o fim da relação. Eu penso que isso foi um dos momentos que levou ao que se passa agora. Era o começo da universidade, tinha amigos, estava num curso interessante, e foi tudo por água abaixo porque fiquei deprimido, não saia de casa, não falava com ninguém. Custou-me bastante dizer aos meus pais que iria sair do curso porque não queria lá estar, eu sei que eles querem o meu bem, e que lhes custa pagar tudo, por isso fiquei muito magoado, a chegar ao ponto de me ressentir bastante.
Eu acho que todos temos algo neste mundo, um "propósito". Não digo um propósito mistico, de Deus, porque eu próprio não acredito, mas um propósito de vivermos a vida, gostarmos de viver, deixarmos a nossa marca. E todos deixamos a nossa marca, não importa se és um Einstein, um Marx, um Pitágoras, um Tesla..etc, todos iremos deixar algo, todos temos pessoas que querem saber de nós, se não agora, no futuro ou no passado, e nós de alguma forma tocámos essas pessoas, de uma forma ou outra, fazendo-as felizes, ou tristes, zangadas, com saudade... Todos nós merecemos viver, felizes, comfortáveis, e o nosso maior inimigo, por vezes, somos nós. Nós próprios cancelamos a nossa felicidade. Mas atenção, que eu não acho que querer ser feliz sempre, todos os momentos seja algo bom, ou realista também, por exemplo a tristeza, é algo essencial na vida, temos de ter o branco com o preto para realmente apreciarmos a vida, isto na minha opinião. Sentir-me triste não é algo exclusivamente mau.
O que eu quero dizer, sem deviar do assunto em si, é falar sobre : Será o peso da culpa e da ansiedade de uma mentira uma razão para evitar contar a mentira? - Eu minto, tal como todos as pessoas o fazem, mas a mentira que eu digo, leva-me para momentos maus. Eu sai do primeiro curso que frequentei, e entrei noutro, inicialmente feliz, inicialmente a pensar que algo iria ser diferente, e foi, no inicio mas após esta pandemia, e as aulas online começarem, eu parei de assistir às aulas, parei de fazer os trabalhos, e chumbei a bastantes cadeiras. Mesmo agora, minto e digo que estou no curso enquanto não vou a aula alguma. Porque é que eu faço isso? Porque eu verdadeiramente não gosto do curso, eu não quero estudar isto, mas não tenho a coragem de chegar aos meus pais e dizer isto, porque sinto medo, medo de me olharem com um olhar desapontado, triste, zangado. Eu sei que é dificil para eles pagarem a universidade, e eu dizer que não quero lá estar...seria mau. Seria melhor eu contar, sair do curso, tentar achar trabalho e ajudar e depois entrar em algo que gosto? Seria, claro. Mas falta-me a coragem, e não sei até onde consigo levar esta mentira. Algo que podem perguntar também, é o porque de eu ter ido para o curso no primeiro lugar. E bem, um pouco por "desespero" de entrar em algum, mas também porque a minha familia não possui o dinheiro para mudar de cidade, e eu entrar numa universidade dessa cidade, por isso estou um pouco restringido a uma só cidade. E claro, porque nao trabalhar um ano e tentar ir fazendo um "part-time" na cidade para onde for, e isso lembra-me de algo que a minha mãe me disse que foi "Não sabes fazer nada, vais trabalhar onde", quando lhe falei sobre trabalhar. E não estou zangado com ela, porque, de certa forma é verdade, o que é que eu realmente sei fazer? Claro que existem trabalhos fáceis iniciantes para começar, mas naquele tempo, levei a peito o que me foi dito, e fiquei quieto em casa. Eu queria estar a estudar outra coisa, mas penso que agora é "tarde demais" para realizar isso. Ainda vou a tempo? Claro, tenho 20 anos. Mas as mentiras, e os problemas estão a criar uma bola de neve demasiado grande que penso não conseguir parar, e quando ela explodir...
Se alguém leu até aqui, eu entendo que seja dificil de entender e ver o que eu quero passar, e explicar, e se houver interesse em "debater" ou esclarecer algo, os "pm's" estão abertos, mas ai está, para mim o que eu escrevo e digo na minha cabeça faz completo sentido, mas isso é porque eu sei todo o significado das minhas palavras, e tenho as memórias que se ligam a estas frases, e completam o sentido delas, o que vocês não possuem. Por isso que é sempre dificil eu falar e me explicar, porque irá sempre ser algo pessoal e intrapessoal, e trazer esses pensamentos para fora é dificil. Não sei se irei escrever algo mais no futuro, porque, apesar de aqui ter falado bastante, está muito espalhado o que quero dizer, apesar de não parecer, houve coisas que me doeram a escrever, porque me lembro do que passei no momento, e em letras, e frases, essa "melancolia" não é implicita.
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2020.11.20 18:48 BlindEyeBill724 Lendo Rosenberg, Part I de XI, tradução do Prof.Edward Feser

Lendo Rosenberg, Part I de XI, tradução do Prof.Edward Feser

Inicio uma série de traduções de artigos que Edward Feser escreveu a respeito do livro “O guia ateista para a realidade” de Alex Rosenberg. NT= Nota do Tradutor
Lendo Rosenberg, Parte I
Chamei a atenção em um post anterior para a minha crítica no First Things sobre o novo livro de Alex Rosenberg (o artigo de Feser é de 2011, NT), O guia ateista para a realidade. Aqui eu começo uma série de postagens dedicadas a examinar o livro de Rosenberg com mais detalhes do que eu tinha espaço na revisão. O livro é digno de tal atenção porque Rosenberg vê mais claramente do que qualquer outro ateu proeminente quão extremas são as implicações do cientificismo em que os ateus modernos tendem a basear sua posição. Na verdade, é incrível como suas conclusões são semelhantes às que eu defendo que seguem do cientificismo nos capítulos 5 e 6 de A última superstição. A diferença é que, embora eu afirme que essas consequências constituem uma reductio ad absurdum das premissas que levam a elas, Rosenberg as considera como verdades "bastante óbvias" e "totalmente inevitáveis" sobre uma admitidamente "dura realidade", que os ateus deveriam abraçar apesar sua aspereza. Quão áspero é? Rosenberg escreve:
A ciência - especialmente a física e a biologia - revela que a realidade é completamente diferente do que a maioria das pessoas pensa. Não é apenas diferente do que os crentes religiosos pensam. A ciência revela que a realidade é mais estranha do que muitos ateus reconhecem. (p. ix)
E
As respostas certas são aquelas com as quais até mesmo alguns cientistas não se sentem confortáveis ​​e procuram evitar ou atenuar. (p. xii)
Essas respostas significam nada menos do que um "niilismo" bastante completo, embora um niilismo que Rosenberg nos assegure ser de "um tipo legal", ou pelo menos pode ser suportado, dado que "sempre há Prozac". Parte do que ele tem em mente é o que você esperaria que qualquer ateu alegasse - que não existe Deus, nem vida após a morte, e que nem o universo como um todo, nem a história, nem qualquer vida humana individual tem qualquer propósito ou propósito. Ele também tem em mente as afirmações de que alguns ateus tentam resistir ou se qualificar, mas que muitos deles admitem que são pelo menos difíceis de evitar, dadas suas suposições metafísicas - que o livre arbítrio e a moralidade (incluindo qualquer sistema secular de moralidade) são ilusões.
Mas Rosenberg vai muito além desses temas ateus familiares. Em sua opinião, quando seguido de forma consistente, o cientificismo implica que a consciência introspectiva não nos dá um conhecimento genuíno de nossa própria natureza ou das causas de nosso comportamento. Na verdade, isso implica que o eu é uma ilusão. Isso implica que o significado e o propósito são ilusões até mesmo no nível da mente humana individual - que nenhum de nossos pensamentos é realmente "sobre" nada, e que nenhum ser humano realmente forma planos ou tem quaisquer propósitos próprios. E isso implica que a história, as humanidades e muito das ciências sociais, na medida em que pressupõem que existem eus com pensamentos significativos que planejam e agem com propósito, não nos dão nenhum conhecimento genuíno sobre o mundo - eles são, na melhor das hipóteses, meros entretenimentos. Em geral, narrativas ou histórias de qualquer tipo (incluindo narrativas ou histórias alegadamente “verdadeiras” e incluindo narrativas ou histórias seculares alegadamente verdadeiras) são pura ficção. Apenas as “fórmulas, diagramas de fiação, sistemas de equações ... provas geométricas” e coisas semelhantes do discurso científico nos dão conhecimento real.
O que Rosenberg está comprometido, então, é a afirmação de que o cientificismo sobre o qual o ateísmo moderno se baseia acarreta um materialismo eliminativo radical (embora ele não empregue esse termo no livro, talvez para evitar muitos jargões técnicos em uma obra destinada em uma audiência amplamente não filosófica). O bom senso considera que é óbvio - na verdade, tão óbvio que parece que apenas os filósofos se preocupam em chamar a atenção para o fato - que as coisas que dizemos e os pensamentos que nossas palavras expressam têm significado, que são ou se referem a coisas no mundo. Ou seja, eles têm intencionalidade, o termo técnico do filósofo para o significado de um pensamento, "sobre-ser" ou "direcionamento para" um objeto ou referente. O materialismo eliminativo (ou a versão do materialismo eliminativo que Rosenberg endossa, de qualquer maneira) sustenta que isso é uma ilusão, que a intencionalidade não é uma característica genuína do mundo e deve ser eliminada de nossa imagem da realidade. Muito (embora não tudo) do que Rosenberg tem a dizer baseia-se nessa tese fundamental.
Parte desse terreno já foi abordado por Rosenberg quase dois anos atrás, em seu artigo online “O Guia do Naturalista Desencantado para a Realidade”. (Eu respondi a esse artigo em uma série anterior de postagens de blog, que pode ser acessada aqui http://edwardfeser.blogspot.com/2009/12/rosenberg-on-naturalism.html. O que eu disse nessas postagens se aplica ao livro também, embora, naturalmente, terei coisas novas a dizer na presente série de postagens). O artigo é uma leitura útil para quem deseja um resumo do livro, embora (talvez por razões de marketing) o livro seja um pouco menos pessimista do que o artigo. (A última linha do artigo é "Chega de significado da história e tudo o mais com que nos importamos." O subtítulo do livro é "Desfrutando a vida sem ilusões". Por outro lado, na época do último livro linha, Rosenberg está aconselhando seus leitores a “Tome um Prozac ou seu inibidor de recaptação de serotonina favorito e continue tomando até fazerem efeito.” Espero que o plano de saúde da Duke University proporcione a Rosenberg um generoso benefício de medicamentos prescritos!)
O artigo também parece um pouco mais explícito do que o livro sobre o quão radicais são as implicações de negar a intencionalidade. Para ter certeza, o livro deixa claro o suficiente para que Rosenberg sustente que nenhum de nossos pensamentos é realmente “sobre” nada. Mas, exceto por uma alusão aqui ou ali, não deixa tão claro como o artigo faz que isso acarreta que o significado linguístico (incluindo os significados supostos das próprias palavras no livro e no artigo de Rosenberg) também é uma ilusão, e que estritamente falando, não existem coisas como crenças, desejos e coisas do gênero. Talvez Rosenberg estivesse preocupado que mesmo o leitor secular comum achasse difícil ler tais afirmações com simpatia. Rosenberg está impaciente com o que ele considera tentativas fáceis de mostrar que o materialismo eliminativo é auto-refutável ("Ele diz que acredita que não há crenças!" Etc.). Então, talvez Rosenberg esperava para evitar tais objeções, colocando a ênfase na ideia de que o “sobre” de nossas crenças é ilusório, ao invés do tema que as próprias crenças são, ou que o “sobre” até mesmo de nossas palavras é.
Rosenberg está correto ao sustentar que o materialista eliminativo pode facilmente evitar o uso de locuções como “acredita nisso”, de modo a evitar qualquer autocontradição direta do tipo “acreditar que não há crenças”. A verdadeira questão, porém, é se o eliminativista pode, mesmo em princípio, evitar totalmente afirmar sua posição de uma forma que não pressupõe intencionalidade. E a resposta (como argumentei em meus posts anteriores sobre Rosenberg e no capítulo 6 de A Última Superstição, e como argumentarei nesta série de posts) é que ele não pode evitá-lo. Isso é suficiente para refutar a posição de Rosenberg. Mas existem muitos outros problemas com ele.
O guia cientificista para a realidade
Nós vamos chegar a tudo isso. Por enquanto, vamos examinar um pouco mais de perto o cientificismo de Rosenberg. A primeira coisa a dizer sobre isso é que o cientificismo (a visão de que a ciência por si só nos dá conhecimento da realidade), ao invés do ateísmo, é o verdadeiro assunto do Guia Ateísta para a Realidade. O ateísmo é para Rosenberg apenas uma das consequências que ele assume como consequência do cientificismo, não algo que ele defende independentemente. Na verdade, embora se possa argumentar a favor do ateísmo em bases não científicas, pode-se imaginar que Rosenberg não teria nenhum interesse em tais argumentos se eles estivessem positivamente em conflito com o cientificismo. Ele está interessado em explicar o que mais se segue do cientificismo que motiva seu ateísmo.
Por esta razão, Rosenberg nem mesmo se preocupa na crítica dos argumentos teístas. Muito de sua justificativa para essa negligência é uma fanfarronice no estilo do Novo Ateísmo no sentido de que "a crença em Deus é equivalente à crença em Papai Noel" etc. (Rosenberg confessa que o tom de seu livro está fadado a soar como " paternalista ”e“ presunçoso ”.) Mas ele tenta oferecer o que considera serem três razões substantivas para isso. Primeiro, ele diz, tudo o que precisa ser dito por meio de crítica filosófica do teísmo já foi dito por outros, e de fato foi dito por David Hume em seu “Diálogos a respeito da religião natural”. Em segundo lugar, o fato de que os teístas persistem em sua crença, apesar dessas críticas bem conhecidas, mostra que eles não serão convencidos por argumentos de qualquer maneira. Terceiro, os ateus são, portanto, melhor aconselhados a devotar sua atenção à exploração das implicações de sua própria posição, em vez de argumentar contra o teísmo.
Desnecessário dizer que essas não são razões filosoficamente sérias para se recusar a se envolver em argumentos teístas, pois elas descaradamente fazem uma petição de princípio. O próprio Rosenberg reconhece que existem pessoas inteligentes e bem informadas que não são ateus. Ele certamente percebe que eles não vão concordar com ele que Hume pôs fim ao teísmo há mais de dois séculos, também não concordarão com a insinuação de que aqueles que pensam de outra forma são mal informados ou desonestos e, portanto, também discordarão o julgamento de que o ateu não precisa defender sua posição, podendo se concentrar somente em explicitar suas implicações. Rosenberg não ofereceu a eles nenhum argumento para pensar o contrário, mas apenas uma afirmação.
Sem dúvida, Rosenberg acusaria aqueles que fizessem tal réplica de má-fé; na verdade, seu livro é apimentado com acusações condescendentes de má-fé contra aqueles que discordam dele. Mas tais acusações também simplesmente levantam a questão, pois se os teístas contemporâneos estão realmente agindo de má-fé é parte do que está em questão na disputa entre ateus e teístas. A única maneira de estabelecer que sim seria realmente lidar com seus argumentos e mostrar (em vez de meramente afirmar), não apenas que os argumentos falham, mas que falham tão espetacularmente que nenhuma pessoa inteligente e bem informada agindo de boa fé poderia aceitá-los.
Essa seria uma afirmação bastante ousada, mesmo que Rosenberg mostrasse qualquer evidência de estar familiarizado com o que os filósofos da religião sérios, do passado e do presente, realmente disseram. Na verdade, suspeita-se que sua leitura sobre o assunto terminou com o que estava na antologia que eles usaram em sua aula PHIL 101 de graduação. Rosenberg surge como um caso paradigmático do tipo de pessoa que o filósofo da religião ateu Quentin Smith tinha em mente quando julgou que "a grande maioria dos filósofos naturalistas tem uma crença injustificada de que o naturalismo é verdadeiro e uma crença injustificada de que o teísmo (ou sobrenaturalismo ) é falso." Seu naturalismo, diz Smith, normalmente se baseia em nada mais do que uma "rejeição do teísmo acenando com a mão" mal informada, que ignora "o brilho erudito da filosofia teísta de hoje". Smith continua:
Se cada naturalista que não se especializou em filosofia da religião (ou seja, mais de noventa e nove por cento dos naturalistas) for trancado em uma sala com teístas que se especializam em filosofia da religião, e se os debates subsequentes foram referendados por um naturalista que tinha uma especialização em filosofia da religião, o árbitro naturalista poderia no máximo esperar que o resultado fosse que "nenhuma conclusão definitiva possa ser tirada sobre a racionalidade da fé", embora eu espere que o resultado mais provável seja que o naturalista, querendo ser um árbitro justo e objetivo, teria que concluir que os teístas definitivamente tinham a vantagem em cada argumento ou debate.
Devido à atitude típica do naturalista contemporâneo ... a grande maioria dos filósofos naturalistas passou a ter (desde o final dos anos 1960) uma crença injustificada no naturalismo. Suas justificativas foram derrotadas por argumentos desenvolvidos por filósofos teístas, e agora os filósofos naturalistas, em sua maioria, vivem nas trevas sobre a justificativa para o naturalismo. Eles podem ter uma crença verdadeira no naturalismo, mas não têm conhecimento de que o naturalismo seja verdadeiro, uma vez que não têm uma justificativa invicta para sua crença. Se o naturalismo for verdadeiro, então sua crença no naturalismo é acidentalmente verdadeira. [“A Metafilosofia do Naturalismo” Philo: A Journal of Philosophy (outono-inverno 2001) Quentin Smith]
Agora Smith, ao contrário de Rosenberg, realmente tem experiência em filosofia da religião. Ele também tem experiência em áreas da filosofia pelas quais Rosenberg sem dúvida tem mais respeito (como filosofia da ciência e metafísica) e também nas ciências naturais. Nem é Smith, de forma alguma, o único naturalista proeminente a considerar muitos de seus companheiros não crentes como propensos exatamente ao tipo de ignorância e dogmatismo de que acusam os teístas. (Veja as passagens de nomes como Thomas Nagel, John Searle, Tyler Burge e William Lycan citados no final deste post recente, em http://edwardfeser.blogspot.com/2011/07/so-you-think-you-understand.html.) Rosenberg dificilmente pode acusar tais pensadores de ignorância da ciência e da filosofia, ou de terem um machado teológico para moer. No entanto, se eles estiverem certos, então os ateus não podem fingir ter uma presunção tão forte a seu favor que eles não precisem se preocupar com os argumentos do outro lado. E mesmo se eles estiverem errados, o ateu tem que mostrar que eles estão errados, não simplesmente afirmar que estão.
Considere também que a espada de Rosenberg corta para os dois lados - que o movimento que ele faz pode ser feito contra os próprios ateus. Suponha que um teísta escreveu um livro chamado O Guia Teísta para a Realidade, mas não dedicou atenção a responder a quaisquer argumentos ateus contra o teísmo. E suponha que ele tentasse justificar isso sugerindo, primeiro, que tudo o que precisa ser dito contra o ateísmo já foi dito por outros, e na verdade foi dito por Tomás de Aquino; segundo, que o fato de os ateus não reconhecerem isso mostra que eles não serão convencidos por argumentos de qualquer maneira; e terceiro, que os teístas são, portanto, melhor aconselhados a devotar sua atenção a explicitar as implicações de sua posição ao invés de argumentar contra o ateísmo.
Rosenberg sem dúvida consideraria isso delirante. Mas é claro, nós teístas consideramos sua própria recusa em envolver o outro lado como delirante. Não há maneira racional de quebrar esse impasse, exceto fazer o que Rosenberg se recusa a fazer - na verdade, examinar os argumentos de ambos os lados da disputa entre ateísmo e teísmo, em vez de implorar descaradamente a questão em favor de um dos lados e simplesmente declare esse procedimento ridículo como "racional". (Qualquer leitor ateu tentado neste ponto a implantar o Myers Shuffle gritando "Resposta do cortesão!" deve saber que isso seria simplesmente fazer uma petição de princípio mais uma vez, uma vez que os argumentos a favor do teísmo são realmente comparáveis ​​aos do apologista de um imperador nu é precisamente o que está em questão.¹)
Escreve Rosenberg:
[E] este livro foi escrito principalmente para aqueles de nós que já negam, não apenas céticos e agnósticos. Embora iremos abordar as fraquezas e falácias (bem como o pensamento positivo) dos teístas, não trataremos o teísmo como uma alternativa séria que ainda [sic] precisa ser refutada. Os leitores pretendidos deste livro já ultrapassaram esse ponto. Nós sabemos a verdade. (p. xii)
“Nós sabemos a verdade.” Substitua “negadores” por “crentes” e “teístas” e “teísmo” por “ateus” e “ateísmo”, e Rosenberg soa exatamente como Jerry Falwell (ou pelo menos como o que os liberais pensam que Jerry Falwell soou). Isso não é filosofia. É um grito, um apelo à multidão. O fato de que os integrantes da multidão têm diplomas avançados e peixes de Darwin no porta-malas de seus carros não torna isso menos grave.
Tanto para o que o livro não diz. Na próxima postagem, veremos o primeiro dos argumentos reais de Rosenberg - a razão pela qual ele acha que o cientificismo é inevitável.
______________________________
¹ A resposta do cortesão é um tipo de falácia informal, cunhada pelo biólogo americano PZ Myers, em que um respondente à crítica afirma que o crítico carece de conhecimento, credenciais ou treinamento suficiente para apresentar qualquer tipo de crítica. Pode ser considerado uma forma invertida de argumento da autoridade, onde uma pessoa sem autoridade discordando de uma autoridade é presumida incorreta prima facie. Também pode ser considerado uma forma de Ad hominem.
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2020.11.18 21:27 LuneStrok Não sei se odeio mais a saudade ou não saber se tomei a decisão correta.

Boa tarde, meus duques e duquesas.
Se fosse escrever tudo o que desejo esse texto teria 4 páginas, com total certeza queria contar toda a história que me faz sentir assim, mas as pessoas perderiam o interesse, então serei breve.
A um ano terminei com a pessoa que amo, pois estávamos no vai e volta (nunca namoramos) por 5 anos, e isso por ela ter medo da aceitação da família dela (mãe é testemunho de Jeová), eu lutei muito e toda vez que nos afastávamos eu ficava com outra pessoa para suprir o que não tinha, mas como a maioria deve saber isso nunca adianta. Enfim, terminei e foi doloroso e aprendi a conviver com isso, pensei que rolaria o esquecimento e estava enganado, toda semana me lembro dela ou algo me faz lembrar.
Sentir saudades é horrível, quem romantiza isso nunca o sentiu de verdade, e não saber se tomou a escolha certa é muito doloroso por sempre abrigar a dúvida. Certos momentos quero voltar atrás da minha decisão e procurar, mas não quero mais sofrer com tanta luta sem um lugar pra chegar e também não quero sofrer mais com o que acabei de falar. Sei lá se amor assim realmente existe, pois foi a única pessoa que amei, e nunca me apaixonei, apesar de todas as parceiras eu apenas sentia carinhoso e apresso por ter elas por perto.
Inclusive escrevi um texto ontem, quem quiser ler é só clicar AQUI. E também tem outro AQUI.
Saudações para todos vocês.
Edit: Só pra deixar claro, tenho 23 anos, e moro sozinho, tive várias experiências então não é aquela bobeirinha de adolescente. Digo isso por pensar nela sempre como seria minha esposa e mãe de meus filhos, ou seja futuro e não apenas romance de verão.
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2020.11.18 21:03 coldshadowbr COMO SE PREPARAR QUANDO VOCÊ TEM POUCO DINHEIRO

Preparar é muito mais do que simplesmente comprar coisas e empilhá-las no armário. O tempo que você gasta no preparo sem compras também é muito importante. É muito mais fácil pensar nas coisas agora quando você está calmo e bem alimentado do que tentar descobri-las quando você está sob estresse. Esta não é a hora de sentar e fazer streaming da Netflix ou fazer palavras cruzadas. Há muito trabalho a ser feito antes de chegarmos ao ponto em que não podemos fazer mais nada.
As chances são altas de que você não será expulso de sua casa por intrusos; e a menos que você more em um lugar que possa ser atingido por desastres naturais realmente terríveis (furacões, tornados, tsunamis, etc.), é uma aposta bastante segura fazer que você possa estar em casa quando uma emergência acontecer . Francamente, o lar é o lugar mais seguro para se estar, a menos que haja uma ameaça direta de qualquer maneira - as coisas estão onde você as coloca, você tem acesso a muito mais bens e suprimentos do que pode carregar com você - há tantas vantagens de modo que, se for uma opção, eu recomendaria ficar em casa numa situação de emergência do que sair dela..
Com relação a compra de lanterna, mochila, equipamento, etc , não faça isso . Não se você não tiver dinheiro sobrando.
É muito importante, se você tiver muito pouco ou nenhum dinheiro extra a cada mês, que esse dinheiro não vá para alimentos e equipamentos caros de sobrevivência.
Se você tivesse algum dinheiro extra disponível, o ideal é comprar alimentos de longa duração como arroz, feijão e os itens básico de uma preparação.
Tem um jardim? Comece a plantar laranjeiras, limoeiros, bananeiras - tudo e qualquer coisa que dê frutas ou vegetais de sua preferência, de preferência. Eles crescerão por si só, com pouca ou nenhuma atenção de você. Isso pode custar um pouco, ou pode custar nada (se você tem amigos que estão dispostos a permitir que você tire partes de suas plantas ou mudas), mas uma coisa é certa - no longo prazo, você terá comida de graça, e você continuará a conseguir essa comida de graça mesmo depois de uma situação de emergência. A horta e árvores frutíferas também devem ser capaz de ajudar a reduzir seu gasto com alimentos e ao longo do tempo, especialmente se você começar a fazer geleias e picles com o excesso de frutas e vegetais, o que o ajudará a economizar para outras preparações no futuro.
Como se preparar sem comprar mais coisas:
Aqui estão algumas coisas que você pode fazer para se preparar. Faça uma lista e comece.
1 - Encha todos os seus recipientes com água. Uma garrafa cheia de água ocupa o mesmo espaço que uma garrafa vazia. Vá até sua casa e encha todos os recipientes que puder com água.
2 - Organize seus suprimentos. Se você comprou um monte de coisas em um frenesi - e vamos ser honestos, muitos de nós compramos - você pode tê-los empilhados em uma pilha precária em alguma área da casa. Aproveite o tempo para organizar sua comida. Você pode fazer isso de maneiras diferentes - organize os ingredientes para as refeições, organize todos os vegetais em uma área, todos os grãos em outra área ... não importa como você decida fazer isso, a organização o ajudará a ver o que você tem em mãos.
3 - Faça um cardápio. Enquanto você organiza seu estoque de alimentos, crie alguns planos de refeições com base nos suprimentos que você possui.
4 - Organize os itens de primeiros socorros e suprimentos médicos. Junte todos os itens de primeiros socorros, medicamentos, remédios controlados e suprimentos médicos para ver o que tem. Pense em como você pode improvisar qualquer coisa que esteja perdendo.
5 - Organize outros suprimentos. Eu mantenho meus suprimentos em kits. Tenho um kit de queda de energia com velas, isqueiros, lanternas, baterias, carregadores solares etc. Tenho um kit pandemia que criei em 2014 com máscaras, luvas, e outras coisas específicas para um pandemia. Eu uso grandes caixas plásticas para esses kits, mas você pode usar qualquer coisa: caixas de papelão, até mesmo o espaço em uma prateleira.
6 - Faça uma verificação de segurança doméstica. Saia e dê um passeio ao redor da sua casa. Há coisas que precisam ser resolvidas para tornar sua casa mais segura? Você precisa aparar alguns arbustos para manter a área sob as janelas visível? Você deve proteger as janelas do andar de baixo para que não possam ser abertas facilmente do lado de fora? Você pode colocar uma trava no portão do quintal? A sua garagem precisa de uma fechadura? Concentre-se nas pequenas tarefas que você pode estar adiando para tornar sua casa mais segura.
7 - Faça um plano de segurança familiar. Os membros de sua família saberiam o que fazer no caso de uma invasão domiciliar? Caso contrário, você precisa fazer um plano. Os membros vulneráveis ​​da família precisam sair do caminho, e os membros da família que estão em confronto com os criminosos precisam saber quem está fazendo o quê, para não atrapalharem uns aos outros. Coloque armas potenciais em áreas estratégicas em pontos estratégicos da casa.
8 - Crie um plano de água de longo prazo. Onde você poderia adquirir água se não saísse mais das torneiras? Identifique os lugares onde você pode obter água - riachos, lagoas, rios, lagos e até mesmo fontes, se você estiver na cidade. Se não houver nada parecido, descubra como você poderia armazenar a água da chuva com mais eficiência. Certifique-se de ter uma maneira de purificar essa água.
9 - Dê uma olhada no seu orçamento. Existem coisas que você pode cortar agora para ajudar a se preparar melhor para uma crise financeira de longo prazo? Reduza despesas desnecessárias agora. Anote tudo que você gasta no seu dia. Ligue para seu banco para obter uma taxa melhor. Cancele algumas assinaturas (tv a cabo, netflix, amazon prime, etc). Encontre um plano melhor para o seu celular.
10 - Passe algum tempo aprendendo. Se você está em quarentena, aproveite ao máximo seu tempo aprendendo novas habilidades e adquirindo conhecimentos. Aprenda a fazer coisas, consertar coisas, cultivar plantas e reserve algum tempo para encontrar soluções à moda antiga. Este é um ótimo momento para aprender algumas novas habilidades. Leia alguns desses livros em sua pilha de leitura e confira os vídeos de instruções no YouTube.
11 - Limpe a casa e lave a roupa. Isso pode não soar como uma preparação, mas no caso improvável de a energia ser interrompida, seria realmente ruim começar com uma casa que precisa ser limpa e uma pilha muito alta de roupa suja.
12 - Avalie sua vizinhança. Se você ainda puder dar uma caminhada (sem entrar em contato direto com outras pessoas), dê um passeio pela vizinhança imediata. Identifique recursos, como riachos ou árvores frutíferas próximas. Pense em quais vizinhos têm maior probabilidade de ser aliados e quais você acha que podem ser problemáticos. Não é algo que você precise fazer agora mas é importante coletar informações.
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2020.11.11 07:05 jacoba12321 tá um pouco confuso, mas e a vida

A ABA ANONIMA É UM REFLEXO DA MINHA SOMBRA, TUDO AQUILO QUE NÃO GOSTO EM MIM, QUE NÃO É VALIDADO SOCIALMENTE E VISTO COMO ALGO RUIM,AQUILO QUE NÃO CONSIGO ACEITAR E ESCONDO DE TODOS.
TODA VEZ QUE ABRO A ABA ANONIMA É PQ NÃO CONSIGO ACEITAR QUE OQUE ESTOU PESQUISANDO É DIGNO DE SER COMPARTILHADO RECONHECIDO.

Me sinto muito inseguro em relação a tudo, por causa desse cuidado super protetor da familia em achar que deve cuidar de todos os problemas vc acaba gerando uma pessoa que nao tem autonomia pra lidar com os próprios problemas na adolescencia em diante:se valendo de coisas que fazem você tentar fugir dos problemas ao invés de lidar diretamente, reconhece-los e consequentemente supera-los, se tornando assim um ser que esconde seus sentimentos e ve em si mesmo uma incapacidade irrealista de resolver as próprias angustias.
Durante toda minha vida me vali de coisas que me ajudavam a escapar desse estado de insegurança e angustia,criando objetivos ou comportamentos de vida totalmente superficiais apenas por estar perdido e desamparado frente aos percalços da vida.
O julgamento que imputo nas pessoas reflete claramente o julgamento interior q faço a mim mesmo e da mesma forma a cobrança; toda a negatividade que compartilho através de atitudes palavras/criticas é apenas reflexo dos pensamentos que me autoflagelam sempre que penso em fazer algo.
existe muitas formas de lidar com essas coisas ruins que sentimos, uma delas é escondendo através de personalidades egocentricas e de certa forma maldosas, tambem tive a época em que passava a maior parte do meu dia jogando e buscando um sonho de ser jogador profissional que nada mais era do que uma forma de nao precisar pensar no quanto me sentia mal.
Hoje em dia consigo enchergar essas coisas mas estou no processo de enfrentamento e sinceramente me sinto muito perdido ainda, em saber quem eu sou, oque realmente quero, ou oque faço para ser aceito (alguem consegue diferenciar isso?talvez até sejam a mesma coisa)Me sinto muito mal essa noite, mas vai passar, tenho consciencia de que a angustia te faz ficar mais forte, e algo muito bom vai acontecer no futuro se eu for capaz de vencer esse obstaculo,possivelmente vou adquirir muito mais consciencia pessoal que aparenta ser uma das chaves para o descobrimento e consequentemente algo proximo de satisfação.
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2020.11.06 14:41 HuelandThrowaway Análise da eleição municipal de São José dos Campos, São Paulo

O post abaixo foi escrito por mim. Apesar de conter informações que podem revelar a minha identidade, só umas 10 pessoas poderiam saber quem escreveu com as informações dadas. Ele tem como objetivo informar as pessoas da cidade, então se conhecer alguém de SJC por favor compartilhe com essa pessoa. O meu posicionamento político vai ficar bem claro mais ao final do texto, mas sem spoilers.

Resumão de candidatos à prefeitura de São José dos Campos
By Eu.

Nessa eleição, temos 11 candidatos a prefeito. Como ninguém tem tempo para ver o que cada um propõe, estou fazendo esse resumo a quem quiser ler.
A análise a seguir foi feita por mim, baseada em conhecimentos prévios e nas entrevistas de cada candidato encontradas aqui: https://www.meon.com.bnoticias/rmvale/eleicoes-2020-confira-as-entrevistas-em-video-com-os-candidatos-a-prefeitura-de-sao-jose-dos-campos

Coronel Nikoluk, Partido Liberal (22)
Parece uma candidata decente. Direita tradicional focada em família, valores, gerar emprego e segurança pública.
Ela promete foco em saúde preventiva como um jeito de aumentar a eficiência da saúde pública.

Dr. Cury, Partido Socialista Brasileiro (40)
Ele promete zerar a fila de atendimento dos hospitais, mas não fala em como. A impressão que dá é que ele acha que "é só cobrar mais que acontece", mas também fala em dar vouchers a quem não for atendido em até 14 dias. Caralho mano, eu vivi pra ver partido socialista querer privatizar serviço público. De saúde ainda por cima. Hora de reiniciar a simulação porque já começou a bugar.
Na educação ele quer escola integral para todo mundo, para ensinar "tudo", seja lá o que isso for. Me cheira a mais gastos para pouco ganho, e a certeza de doutrinação. Talvez não no mandato do Cury, até porque não quero acusar ninguém, mas eventualmente será usado pra isso. Eu não confio no prefeito de 2024, até porque não sei quem vai ser.

Felício Ramuth, PSDB (45)
O atual prefeito.
Proposta de saúde: jogar dinheiro no problema. A primeira coisa de que ele se gaba é ter aumentado a verba, ao invés de falar em melhoria de resultados. Isso me faz pensar que não houve melhoria, e que o dinheiro foi jogado fora. Afinal, se houvesse melhoria é disso que ele estaria se gabando.
A ideia dele de gerar emprego também é torrar dinheiro. Dar dinheiro pra empresas que contratarem pessoas, e fazer a prefeitura contratar jovens de 16-19 anos desempregados.
Não é à toa que esse foi o prefeito que triplicou a dívida do município em um mandato só.
Também é o cara que criou a ponte mais inútil da história. Toda vez que eu passo perto tem entre zero e um carro na ponte, enquanto as outras faixas continuam tendo o trânsito de sempre. Foi um ano de construção de ponte, de faixas sendo interditadas para estacionar concreto, de semáforo mudando de lugar, tudo pra uma ponte que até o Felício está com vergonha de ter feito e nem mostra no horário eleitoral dele. E o mais importante: a ponte foi feita por uma empresa que está proibida de fazer obras para o governo federal devido a envolvimento em esquemas de corrupção.

João Bosco, Partido Comunista do Brasil (65)
Outro que acha que emprego = jogar o seu dinheiro na mão de todo mundo. Além disso ele quer atrair grandes empresas, o oposto do que os outros candidatos tem proposto de gerar emprego através de micro e pequenas empresas.

Luiz Carlos, Partido Trabalhista Cristão (36)
Fala em gastar "somente em obras necessárias" e define saúde e educação como prioridades.
Gostei quando ele falou em terminar obras paradas "porque a obra parada é a obra mais cara que existe". Falou certo, e diga-se de passagem que essa também tem sido uma das bandeiras do Bolsonaro a nível federal. Além disso ele quer que todas as obras tenham um seguro de término de obra, algo que até onde eu sei já é obrigatório em vários países desenvolvidos.
Ele quer a construção civil como carro-chefe da criação de empregos. Por um lado parece um bom plano já que esse é um setor que gera muitos empregos. Por outro, lembro de uma vez que eu conversei com um empresário do ramo e ele disse que "quando a economia vai mal a construção é o primeiro que sente e o último que se recupera", já que é preciso muito dinheiro e uma boa perspectiva de futuro para se construir algo. Nada pior que gastar centenas de milhares, ou milhões, em um prédio e ele ficar vazio pagando IPTU.
O candidato Luiz Carlos também quer investimentos em rede de esgoto e mobilidade urbana. Esgoto é uma questão clássica que ninguém quer investir porque não dá visibilidade ou voto. Mobilidade urbana é um chavão conhecido, mas eu gostei da proposta do candidato de fazer pesquisas para ver onde há mais demanda (algo que não é feito atualmente) para adequar a oferta de transporte público. Típico investimento barato que faz resultados perceptíveis.
No geral parece um candidato bom. Não ter nenhuma proposta absurda já é um diferencial, e ideias focadas em custo-eficiência são sempre bem vindas.

Marina Sassi, PSOL (50)
Inspirada pela morte da Marielle e pelo #Elenão, a Marina veio para acabar com as grandes empresas que controlam essa cidade. Parece sátira, mas não é.
Ela quer abrir novos concursos para 300 médicos e enfermeiros, sem explicar por que eles são necessários.
Também quer mais concurso para professores, para que os professores que são grupos de risco de covid não precisem dar aulas. Além disso ela quer diminuir o número de alunos por sala. Como? Contratando ainda mais professores. Antes tu tinha um professor com 40 alunos, agora vai ter o professor afastado (ainda recebendo é claro) e dois novos pras turmas de 20 alunos. Promoção da educação: Pague 3 leve 1!
"A iniciativa privada não tem como responder à demanda da maioria da população (por empregos)". Mano. Pensa numa cidade que todo mundo fica pendurado nas tetas do governo. Esse imposto vai vir de onde?
Além disso ela quer uma "renda básica solidária" com "só 1% do orçamento", ou seja, uns 30 milhões por ano. Para "acabar com a miséria de 17 mil pessoas". Ou seja, 147 reais por mês por miserável. Sem juízo de valor aqui, estou só fazendo a conta. Deixo a cada um que decida se isso é muito ou pouco.

Professor Agliberto, NOVO (30)
O criador do Parque Tecnológico e do Banco do Empreendedor, o Agliberto pretende cortar cargos de confiança, economizando cerca de 50 milhões por ano. Só essa medida, em só um mandato, corta uns 20-25% da dívida do município.
Além disso, ele quer criar o "cartão saúde" e o "cartão educação". Basicamente ao invés de ir pra rede pública tu se trata ou estuda na rede privada e joga a conta pra prefeitura. Também conhecido como terceirização, especialização ou programa de voucher, é uma ideia liberal antiga que sempre deu certo onde foi utilizada. A prefeitura vai gastar menos pra dar um atendimento melhor.

Raquel de Paula, Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (16)
A vice-presidente do sindicato dos correios.
"Chega da burguesia decidir o rumo da vida daqueles que constróem a riqueza"
A candidata está triste que existe saúde privada, e ela quer estatizar a saúde e o transporte público. Não, não é sátira. Ela também quer acabar com a terceirização no serviço público.
Caralho. É a única candidata até agora que não quer um papel da iniciativa privada, por mais secundário que seja, na retomada dos empregos. Vou dar uma dica aqui: TODOS os empregos, 100% deles, vem da iniciativa privada. Ou por serem empregos privados, ou por serem funcionários públicos mantidos por impostos da iniciativa privada. Quem não entende isso não merece nem o voto da própria mãe.

Renata Paiva, Partido Social Democrata (55)
Outra candidata que promete zerar a fila do atendimento na saúde, porém com a estratégia de contratar mais médicos e fazer mutirões. Ela quer um hospital para velhos, um para mulheres, um para jovens, um para deficientes, etc. E além disso quer especialistas mais próximos da população, ou seja, tacar um oncologista em cada bairro mesmo se não houver demanda. Haja vontade de contratar um monte de médico pra não fazer nada.
A proposta boa da candidata é focar no ensino técnico acoplado ao ensino médio, pois realmente faltam cursos técnicos no Brasil

Senna, PSL (17)
Propostas: reduzir gastos, reduzir cargos comissionados e secretarias, criar colégios públicos militares, o "médico na praça" (projeto para mandar carretas com médicos e equipamentos a locais públicos para desafogar os hospitais), auditar todos os contratos da saúde, e abrir o mercado de transporte para a concorrência.
Todas são propostas boas. Só tem um probleminha: é o Senna.
Senta que lá vem a história. Estava lá eu, membro fundador do Vem Pra Rua de São José dos Campos, em uma manifestação do Vem Pra Rua, quando vejo um homem e uma mulher com cara de políticos gravando uma live no nosso evento. Até aí nada de errado, todos são bem vindos. Por pura curiosidade chamei o homem de lado para perguntar quem eram, e ele ficou agressivo. Começou com aquela "por quê, a gente não pode? É ou não é pra vir pra rua?", colocando palavras na minha boca para tentar arrumar briga. Depois de desescalar a situação, eu perguntei para outra fundadora do VPR quem era "aquela mulher com o segurança agressivo", e ela riu. "Aquele 'segurança' lá é o Senna, ele só gruda na Letícia Aguiar porque quer ser prefeito. Ignora e só não deixa eles subirem no carro de som."
Na semana seguinte houve uma manifestação, se não me engano do Movimento Conservador, e lá estava uma faixa "Chupa Senna", bem alto no carro de som. Perguntei para um dos organizadores o motivo da faixa, e imaginem a minha (falta de) surpresa quando falaram que o Senna havia se juntado abertamente à ala antiBolsonaro do PSL.
E agora o ser tenta juntar a sua imagem à do Bolsonaro para virar prefeito.
As propostas do candidato são boas? São. Mas o candidato em si é apenas um aproveitador, que se junta a quem estiver por cima conforme a conveniência. O tipo de pessoa que puxa briga com aliados naturais só para chamar atenção não serve para a carreira política.
Se o Senna implementar qualquer proposta, se é que vai tentar, será mal feita para se adequar a demandas da oposição, ou largada pela metade quando não for mais conveniente. Senna prefeito trará nada além de uma má fama a ideias boas, e aí ficaremos décadas sem elas.
Eu, que em 2013 já gritava "Bolsonaro presidente 2014", e fiz parte de três movimentos liberais antes
de vir para o Vem Pra Rua, voto no PT antes de votar no Senna.

Wagner Balieiro, PT (13)
Promete: retomar o crescimento, até aí normal. Reduzir a tarifa do tranporte público, o que é estranho já que o último prefeito do PT a aumentou na primeira semana. E criar uma "moeda comunitária", ou seja, sair dando dinheiro de graça.
Ah, e a parte de reduzir tarifa de transporte? Ele que fazer isso na base do subsídio. Ou seja, você não vai pagar 5 reais de passagem. Vai pagar 3 de passagem e 2 de imposto. Muito melhor né?

Ranking final:
1º lugar Agliberto (30). O melhor candidato, de longe. Agliberto traz ideias novas por aqui porém que já funcionam ao redor do mundo, vai cortar gastos desnecessários, e tem respeito pelo seu dinheiro.
2º lugar Coronel Nikoluk (22). Candidata conservadora clássica, com foco nas funções essenciais do Estado e sem querer inventar moda.
3º lugar Luiz Carlos (36). Outra opção sólida, que fala sem enrolar e quer fazer o que precisa ser feito, nada mais e nada menos.
4º lugar Dr. Cury (40). Vivi pra ver socialista defender privatização da saúde. Só isso. Mas a escola integral ele pode enfiar no cu.
5º lugar Voto Nulo (69). Todo mundo sabe que o voto nulo é infinitamente superior ao voto em branco, mesmo depois que a urna eletrônica nos privou dos melhores candidatos do partido nulo.
6º lugar Voto Em Branco. É tipo o voto nulo, mas com menos criatividade e mais racismo.
7º lugar João Bosco (65). Um torrador de dinheiro sem nenhum diferencial notável.
8º lugar Renata Paiva (55). A candidata de quem acha que a prefeitura tem dinheiro infinito e só não resolve os problemas porque não quer.
9º lugar Felício Ramuth (45). Se ele não tivesse triplicado a dívida do município estaria bem mais alto na lista, mas tendo visto um governo dele ninguém quer um segundo.
10º lugar Marina Sassi (50). Típico caso de pessoa que quer acabar com a pobreza sem criar riqueza. A história mostra que isso não dá certo, muito menos para os pobres que ela afirma defender.
11º lugar Wagner Balieiro (13). Petista fazendo petisse, vai jogar o custo das coisas de você pra você mesmo e tentar se pintar de bonzinho durante o processo. E todo mundo se lembra do último prefeito do PT, aquele que foi impeachado.
12º lugar Raquel de Paula (16). Acha que a iniciativa privada não serve pra nada, todo mundo é incompetente menos a prefeita que se acha deusa.
13º lugar Meteoro Esmagador Destruindo a Terra. Por que às vezes a destruição mundial é o menor de dois males.
14º lugar Senna (17). O 14º colocado entre os 11 candidatos, merecidamente. Se um esquerdista faz merda a culpa é da esquerda, e se um oportunista fantasiado de direita liberal fizer merda vai sobrar pro resto da direita e dos liberais.

Quanto a vereadores, honestamente não importa muito. Tem todo um método do cálculo eleitoral, e no fim das contas a única coisa que importa é a legenda na qual você votou. Então mete o número do partido que você quer, ou escolhe um candidato que você gosta um pouco mais que os outros.
Pessoalmente vou votar no Bruno Wallace (30111), que se Deus quiser vai ser o vereador mais novo da história de SJC. O garoto tem 18 anos, faz parte do NOVO e do Vem Pra Rua, e o mais importante: tem as ideias certas de como levar a cidade pra frente.
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2020.11.03 19:23 harriet_santucci um desabafo.

vou despejar algumas palavras aleatórias aqui apenas para esvaziar a minha mente e tentar ajudar a mim mesma de alguma forma. nada vai fazer sentido.
é isso, vc conseguiu. Ou não conseguiu. Seu trabalho tá todo parado pq vc não tem vontade de fazer e não se vê em outra situação q não seja se livrar dele mas ao mesmo tempo vc não pode sair pq vc tem contas a pagar e quem sustenta a casa eh você. Vc achou que ia se formar e ia estar ganhando um puta dinheiro mas a vdd eh q seu salário mal paga teu aluguel, plano de saúde não tem, vc tá meio bichada e não tem nem como saber o pq.
Tudo não passa de ilusão, nem na fé tu se apega mais, esqueceu de qm vc eh e do quanto passou pra chegar aqui pq tudo tá uma bosta e a solução tá na sua mão mas não eh a solução q vc quer e aí vc tá no reddit três da tarde escrevendo um monte de merda sem sentido ao invés de fazer seu trabalho de merda q vc não tem coragem de encarar e o q vc fez foi desligar o corporativo pra não atender ninguém, se alguém precisar de algo foda se e o teu fone tá no modo avião e vc não sabe o q fazer pq o bicho tá pegando e eh capaz q a empresa vai perder um puta contrato e o máximo q vc vai fazer eh sair fora e foda se todo mundo pq vc liga o foda se pro q não pode e pra o q precisa vc não faz, igual seu trabalho e aí como vai ser?
onde q vc se perdeu dessa forma e na verdade as pessoas acham q Tá tudo bem com você mas na verdade não tá e vc precisa de terapia e não tem como fazer e ainda tem gente ao seu redor q não te apoia nisso e acha q a vida eh assim mesmo e vc reclama de barriga cheia.
E aí agora vai saber o q vai ser de vc amanhã e eu quero só ver o q vc vai falar pro teu chefe q te acha legal e tal mas aí ele vai ver o tanto de merda q vc fez e aí como vai ser?
Vai ser q ao menos vc vai sair fora e vai ganhar seus direitos todos e não vai precisar cumprir aviso e tal, vai dar uma grana até bacana e foda se e tal pq de certa forma eh isso q vc quer, sair fora, mas só q eh desaforo sair sem nada então me manda embora mesmo e vida q segue.
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2020.10.27 23:03 leonardofragas Um guia para ter cultura, por Paulo Francis

Um guia para ter cultura, por Paulo Francis
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Pedem minha ficha acadêmica para jovens vestibulandos… Não tenho. Tentei um mestrado na Universidade Columbia em Nova York 1954, mas desisti, aconselhado pelo professor-catedrático Eric Bentley. Achou que eu perdia o meu tempo. Li toda a literatura relevante, de Ésquilo a Beckett, e sabia praticamente de cor a Poética de Aristóteles. Em alguns meses se lê tudo que há de importante em teatro. Li e reli anos a fio.
Mas, sem o doutorado ou nem sequer mestrado, me proponho fazer algumas indicações aos jovens, que, no meu tempo, seriam supérfluas, mas que, hoje, talvez tenham o sabor de novidade. Falo de se obter cultura geral. É fácil.
Educação era a transmissão de um acúmulo de conhecimentos. Hoje, é uma adulação da juventude, que supostamente deve fazer o que bem entende, estar na sua, como dizem, e o resultado é que os reitores de universidades sugerem que não haja mais nota mínima de admissão, que se deixe entrar quem tiver nota menos baixa. Deve haver exceções, caso contrário o mundo civilizado acabaria, mas a crise é real, denunciada por gente como o príncipe Charles, herdeiro do trono inglês, e por intelectuais como Alan Bloom, que consideram a universidade perdida nos EUA. No Brasil, houve a Reforma Passarinho nos anos 80. A ditadura militar tinha o mesmo vício da esquerda. Queria ser popular. Era populista. Quis facilitar o acesso universitário ao povo, como reza o catecismo populista. Ameaça generalizar o analfabetismo.
Não há alternativa à leitura. Me proponho apontar alguns livros essenciais ao jovem, um programa mínimo mesmo, mas que, se cumprido, aumentará dramaticamente a compreensão do estudante do mundo em que está vivendo.
Começando pelo Brasil, é indispensável a leitura de Os Sertões, de Euclides da Cunha. É curto e não é modelo de estilo. Euclides escreve como Jânio Quadros fala. É cara do far-te-ei, a forma oblíqua de que Jânio se gaba. Mas o livro é de gênio. Nos dá a realidade do sertão, que é, para efeitos práticos, o Brasil quase todo, tirando o Sul; a realidade do sertanejo, e do nosso atraso como civilização, como cultura, como organização do Estado. Euclides mostra o choque central entre o Brasil que descende da Europa e o Brasil tropicalista, nativo, selvagem. Euclides apresenta argumentos hoje superados sobre a superioridade da Europa, mas nem por isso deixa de estar certo. Tudo bem ter simpatia pelo índio e o sertanejo, o matuto, mas nosso destino é ser, à brasileira, à nossa moda, um país moderno nos moldes da civilização européia. Euclides começou o livro para destruir Antônio Conselheiro e a Revolta de Canudos, mas se deixou emocionar pela coragem e persistência dos revoltosos e terminou escrevendo um grande épico, em prosa, que o poeta americano Robert Lowell, que só leu a tradução, considera superior a Guerra e Paz, de Tolstoi.
Mas o importante para o jovem é essa escolha entre o primitivo irredentista dos Canudos e a civilização moderna, porque é o que terá de enfrentar no cotidiano brasileiro. É o nosso drama irresolvido.
Leia algum dos grandes romances de Machado de Assis. O mais brilhante é Memórias Póstumas de Brás Cubas. Para estilo, é o que se deve emular. O coloquialismo melodioso e fluente de Machado. É um grande divertimento esse livro. Eu recomendaria ainda para os que tem dificuldade de manejar a língua O Memorial de Aires. É o livro mais bem escrito em português que há.
Os gregos são um dos nossos berços. Representam a luz e a doçura, na frase de um educador inglês, Mathew Arnold (também poeta e crítico). Arnold falava contra a tradição judaico-cristã, dominante na nossa cultura, na nossa vida, a da Bíblia e do Novo Testamento, que predominaram no mundo ocidental desde o Século V da Era Cristã, quando o imperador romano Constantino se converteu ao cristianismo. Estudos gregos sérios só começaram no Século XIX, quando se tornaram currículo universitário, porque antes os padres e pastores não deixavam.
Mas leia originais. Escolhi quatro. Depois de se informar sobre Platão na enciclopédia do seu gosto, se deve ler A Apologia, que é a explicação de Sócrates a seus críticos, quando foi condenado à morte, e Simpósio, um diálogo de Platão. Platão não confiava na palavra escrita. Dizia que era morta. Preferia a forma de diálogo. Na A Apologia se discute o que é mais importante na vida intelectual. A liberdade de ter opiniões contra as ortodoxias do dia. Ajudará o estudante a pensar por si próprio e ter a coragem de suas convicções.
Depois, o delicioso Simpósio. É uma discussão sobre o amor, tudo que você precisa saber sobre o amor sensual, o altruístico, o que chamam de platônico, é o amor centrado na sabedoria.
Platão colocou, à parte Sócrates, seu ídolo, no Diálogo, Aristófanes, o grande gozador de Sócrates. Na boca de Aristófanes põe uma de suas idéias mais originais. Que o ser humano era hermafrodita, parte homem parte mulher, e que cada pessoa, depois da separação, procura recuperar sua parte perdida, e daí a predestinação da mulher certa para um homem e do homem certo para uma mulher.
Imprescindível também ler As Vidas, de Plutarco, o grande biógrafo da Antiguidade. Ficamos sabendo como eram os grandes nomes em carne e osso, de Alexandre, paranóico, a Júlio César, contido, a Antônio e Cleópatra. Shakespeare baseou grande parte de suas peças em Plutarco e leu em tradução inglesa, porque Shakespeare, como nós, não sabia latim ou grego. E, finalmente, como história, leia A Guerra do Peloponeso, de Tucídides. É sobre a guerra entre Atenas, Esparta, Corinto e outras, durante 27 anos, no Século V antes de Cristo. Lendo sobre Péricles, o líder ateniense, Cleon, o führer espartano, e Alcebíades, o belo, jovem e traiçoeiro Alcebiades, nunca mais nos surpreenderemos com qualquer ato de político em nossos dias. É o maior livro de história já escrito. Sempre atual.
Da Roma original basta ler Os Doze Césares, de Suetônio, e Declínio e Queda do Império Romano, de Gibbon. Mais um banho de natureza humana.
Meu conhecimento científico é quase nenhum. Mas li, claro, a Lógica da Pesquisa Científica, de Karl Popper, quando entendi o que esses cabras querem. Para quem quer um começo apenas, recomendo o prefácio do Novum Organum, de Francis Bacon, que quer dizer, o título, novo instrumento, e Bacon explica o método científico e o que objetiva a ciência. E para complementá-lo leia o prefácio dos Os Princípios Matemáticos da Filosofia Natural de Isaac Newton, e o prefácio de Bertrand Russell e Alfred North Whitehead de seus Principios da Matemática. Também vale a pena ler a História da Filosofia Ocidental de Bertrand Russell, e o capítulo sobre Positivismo Lógico que é a filosofia calcada no conhecimento científico. Em resumo, tudo que pode ser provado lógica e matematicamente, é filosofia.O resto não é. Acho isso perfeitamente aceitável. Dispenso o resto.
É nas artes que está a sabedoria. Como viver bem sem ler Hamlet, de Shakespeare? Está tudo lá em linguagem incomparável, é de uma clareza exemplar, tudo que nós já sentimos, viremos a sentir, ou possamos sentir.
Preferi citar junto com Shakespeare uma peça grega, que considero vital: Antígona, de Sófocles. Há uma tradução de Antígona, em verso, por Guilherme de Almeida, que Cacilda Becker representou no Teatro Brasileiro de Comédia.
Antígona é o que há de melhor na mulher. É a jovem princesa cujos irmãos morreram em rebelião contra o tio, o rei Creon, e ela quer enterrá-los, porque na religião grega espíritos não descansam enquanto os corpos não são enterrados. Creon não quer que sejam enterrados, como advertência pública a subversivos. Antígona desafia Creon. Ele manda matá-la. Ela morre. Seu noivo se suicida. É o filho de Creon, que enlouquece. Parece um dramalhão, mas não é. É a alma feminina devassada em toda sua possibilidade fraterna. Hegel achava que Antígona era o choque de dois direitos, o direito individual e o direito do Estado. E assim definiu a tragédia.
A melhor história de Roma é a de Theodore Mommsem. A melhor história da Renascença é a de Jacob Buckhardt. Tudo que você precisa saber.
E aprenda com um dos mais famosos autodidatas, Bernard Shaw (o outro é Trotski). Leia todos os prefácios das peças dele. São uma história universal. Um estalo de Vieira na nossa cabeça. Em um dia você lê todos. Anotando, uma semana. Também vale a pena ler a Pequena História do Mundo, de H.G.Wells, superada em muitos sentidos, mas insuperável como literatura.
Passo tranqüilo pelo Iluminismo. Foi tão incorporado a nossa vida, que não é necessário ler Voltaire ou Diderot. Os livros de Peter Gay sobre o Iluminismo são excelentes. Dizem tudo que se precisa saber. Se se quer saber mesmo o que foi o cristianismo, a obra insuperada e As Confissões de Santo Agostinho, uma das grandes autobiografias, à parte a questão religiosa.
Não é preciso ler A Origem das Espécies, de Darwin, mas é um prazer ler Viagens de um Naturalista ao redor do Mundo, as aventuras de Darwin como botânico e zoólogo, a bordo do navio inglês Beagle, nos anos 1830, pela América do Sul, com páginas inesquecíveis sobre Argentina, Brasil e Galápagos, que está até hoje como Darwin encontrou (e o Brasil e Argentina, na sua alma?)
Houve três grandes revoluções no mundo, a americana, a francesa e a russa. A literatura não poderia ser mais copiosa. Mas basta ler, por exemplo, Cidadãos, de Simon Schama, para se ter um relato esplêndido da revolução interrompida, 1789-1794, na França, e concluir com o livro de Edmund Wilson, Rumo à Estação Finlândia. Schama é conservador, Wilson não era, quando escreveu, fazia fé, ainda na década de 30, como tanta gente, na Revolução Russa. Mas a esta altura, e mesmo antes de ele morrer, em 1972, é fácil notar que a Revolução Russa não teve o Terror interrompido, como a Francesa, mas continuou até Gorbachev revelar o seu imenso fracasso.
O melhor livro sobre a Revolução Francesa é História da Revolução em França, de Edmund Burke, de 1790, que previu o Terror de Robespierre e Saint-Just. Se o estudante quer um livro a favor da Revolução Francesa, leia, o título é o de sempre, o de Gaetano Salvemini. A favor da russa a de Sukhanov, que a Oxford University Press resumiu num volume, ou A Revolução Russa, de Trotski, um clássico revolucionário. Mas os fatos falam mais alto que o brilho literário de Trotski.
Sobre a Revolução Americana não conheço livro bom algum traduzido, mas por tamanho e qualidade, um volume só, sugiro a da editora Longman, A History of the United States of America, do jovem historiador inglês Hugh Brogan, 749 págs, apenas, quando comprei custava US$ 25. Tem tudo que é importante.
Em economia, a Abril publicou 50 volumes dos principais economistas. Eu não perderia tempo. Têm tanta relação com a nossa vida como tiveram Zélia e a criançada assessora. Mas há o Dicionário de Economia, também da Abril. Quando tascarem o jargão, você consulta para saber, ao menos, o que significa a embromação. Economia se resume na frase do português: quem não tem competência não se estabelece.
Dos romances do Século XIX, Guerra e Paz, de Tolstoi, e Crime e Castigo, de Dostoiévski, me parecem absolutamente indispensáveis. Guerra e Paz porque é o retrato completo de uma sociedade como uma grande família, porque rimos e choramos sem parar, porque contém um mundo e as inquietações do protagonista, Pierre Bezhukov, que até hoje não foram respondidas. Crime e Castigo, porque exemplifica toda a filosofia de Nietzsche de uma maneira acessível e profundamente dramática, de como o cérebro humano é capaz de racionalizar qualquer crime, que tudo é relativo, em suma, a pessoa que pensa e age, como Raskólnikov, o protagonista. Vale tudo. Dostoiévski, para nos impedir de aniquilar uns aos outros, acrescenta que não se pode viver sem piedade.
Dos modernos, Proust é maravilhoso, mas penoso, Joyce é desnecessário, mas vale a pena ler as obras-primas de Thomas Mann, A Montanha Mágica, para saber o que foi discutido filosoficamente neste século, e Dr. Fausto, que leva o relativismo niilista que domina a cultura moderna e de que precisamos nos livrar, se vamos sobreviver culturalmente, como civilização, e não como meros consumidores, num nível abjeto de satisfação animal. Há muitas obras que me encantaram e não estou, de forma alguma, excluindo autores ou quaisquer livros. A lista que fiz me parece o básico. Em algumas semanas, duas horas por dia, se lê tudo. Duvido que se ensine qualquer coisa de semelhante nas nossas universidades. Se eu estiver enganado, dou com muito prazer a mão à palmatória.
— Paulo Francis, O Estado de São Paulo, 30 de Maio de 1991
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2020.10.27 17:29 cidopina Estou enojado com esse trecho do livro "A Classe média no espelho", do Jessé Souza. Não que eu não soubesse que isso acontecia, mas não imaginava que era tão "normalizado" assim.

Sérgio: o CEO de um banco explica como se compra o mundo

Sérgio não é um CEO qualquer. Muito inteligente, culto, leitor de psicanálise nas horas vagas – a mulher é psicóloga –, ele é dessas pessoas que têm prazer numa sinceridade desconcertante. Sérgio tinha plena consciência de quem era e do que fazia. Se no passado teve algum problema com isso, agora não deixava transparecer nenhum incômodo.

Desde a adolescência, ele era grande amigo de João Carlos. Filho de banqueiros, havia acumulado fortuna própria na década de 1990, durante o governo de FHC, administrando fundos de investimento estrangeiros que ganharam uma grana preta com as privatizações levadas a cabo no período. Segundo Sérgio, João Carlos começou como um hábil representante de bancos estrangeiros e abriu inúmeras portas de investimento para os parceiros por meio de suas relações nos meios financeiros paulistanos, bem como no poder político e no Poder Judiciário, tanto em Brasília como em São Paulo. Lucrou tanto se utilizando do dinheiro alheio que fundou o próprio banco.

Nessa época, Sérgio frequentava uma faculdade de Direito nos Estados Unidos. Depois passou um ano em Londres, estudando finanças e ciência política e, por indicação de amigos do pai, estagiando num escritório que lidava com o mercado financeiro. Morou também em Sevilha, na Espanha, onde descobriu sua área jurídica de predileção: o direito administrativo.

No início dos anos 2000, quando voltou ao Brasil depois de quatro anos de pós-graduação no exterior, com pouco mais de 30 anos, o amigo João Carlos já era um multimilionário por “esforço próprio” e apenas naquele ano tinha ganhado mais dinheiro do que o pai durante toda a vida. Como o negócio do banco – aliás, o de todos os bancos hoje em dia – dependia da intersecção entre mercado e Estado, João precisava de alguém de confiança para cuidar da parte jurídica, antes terceirizada em diversos escritórios. Sérgio recebeu então carta branca para montar sua equipe de trabalho. Hoje o departamento jurídico é o centro nervoso do banco, com tudo passando pelas mãos de Sérgio, e ocupa um andar inteiro de um prédio moderno, decorado com luxo e bom gosto.

Quando lhe perguntei qual era seu trabalho, Sérgio não titubeou.

O João é o gênio, sabe onde estão o dinheiro e as oportunidades, pensa nisso o tempo todo. Eu só faço comprar as pessoas necessárias para que as coisas aconteçam como ele quer. Não fui eu que inventei o mundo como ele é, só procuro sobreviver da melhor maneira possível. O mais importante no Direito é conhecer os meandros da linha cinzenta entre o legal e o ilegal. Meu trabalho é expandir ao máximo a margem da legalidade a serviço dos interesses do banco.

Como já existe toda uma legalidade paralela que cuida dos interesses do setor financeiro, meu trabalho é fazer com que o nosso banco fique com o melhor pedaço da torta. Nossa equipe tem mais de vinte advogados escolhidos a dedo e bem pagos. Mas eles fazem o ramerrão do trabalho jurídico. O dia a dia. Eu faço os contatos com juízes, políticos e jornalistas e cuido dos clientes estrangeiros. Com o serviço jurídico, no sentido tradicional, meu trabalho não tem nada a ver. É mais gestão de clientes, dar a eles o que querem, dizer o que querem ouvir, beber o que eles querem beber e ser discreto e sóbrio em tudo.

E o que eles querem?

Aqui em São Paulo o que move tudo é o dinheiro e todo mundo quer viver bem. As pessoas são compradas com dinheiro vivo e com depósitos em paraísos fiscais criados para isso. A gente sabe fazer bem feito. Sem deixar rastro. A cidade é toda comprada, não se iluda, toda licitação pública e todo negócio lucrativo, sem exceção, é repartido e negociado.

Todo mundo tem um preço. Até hoje não conheci quem não tivesse. E para todo negócio é necessário uma informação privilegiada aqui, um amigo no Banco Central ali, uma sentença comprada ali ou a influência de um ministro em Brasília acolá.

Além da compra direta, em dinheiro vivo ou depósito no exterior, a gente tem que paparicar constantemente os caras. Uma forma eficaz são os presentes constantes, sem a expectativa imediata de contrafavores. Isso gera simpatia. Às vezes você ganha até um “amigo”.

Todo mundo adora vinhos caros, e as mulheres desses caras adoram essas bolsas que custam 50, 60 mil reais. Se é alguém com conhecimentos técnicos, você pode promover seminários e palestras, e pagar muito além do que se paga nesse tipo de mercado. Para cada tipo de cliente e de gente existe um jeito mais conveniente de comprar sem parecer que está comprando.

Não fazemos isso em troca de um serviço concreto. Isso é muito importante. O que construímos é um círculo de amigos. Temos uma lista grande de pessoas que simplesmente presenteamos no aniversário e em diversas outras ocasiões, ano após ano. Presentes bons e caros. Não economizamos nisso. Aí, quando você precisa, pode contar com a boa vontade do cara. Isso é o que chamo de criar relações de confiança.

E o pagamento direto por serviços específicos?

Obviamente isso também existe. Aí pagamos em paraísos fiscais, por meio de transferências sucessivas entre dezenas de empresas de fachada, de tal modo que nem Sherlock Holmes consegue refazer o caminho original.

Hoje em dia existem meios ainda mais eficazes de eliminar os riscos, mas este é nosso pulo do gato, e não posso lhe contar. Mas não fica rastro, posso assegurar. Esta, afinal, é a nossa mercadoria: a segurança no investimento. E, sendo um banco, tudo fica mais fácil. Não é só no caso do nosso banco: todos os bancos, inclusive os maiores, fazem a mesma coisa.

A mina de ouro de qualquer banco comercial ou de investimento é o Banco Central. Ali só entra gente nossa. E o país é gerido a partir do Banco Central, que decide tudo de importante na economia. É lá que a zona cinzenta entre legalidade e ilegalidade define a vida de todos. Isso não aparece em nenhum jornal.

Podemos fazer qualquer tipo de especulação com o câmbio, como nos swaps cambiais, por exemplo. Se der errado, o Banco Central cobre o prejuízo. Não existe negócio melhor. Se der errado, o famoso Erário paga a conta. Quem controla toda a economia somos nós e a nosso favor, o Congresso nem apita sobre isso. Quando, muito eventualmente, decide sobre algo, apenas assina o que nós mandamos, essa é verdade que ninguém conhece porque não sai em nenhuma TV.

Claro que tudo é justificado como mecanismo de combate à inflação, e não para enriquecer os ricos. Para quem vê isso tudo funcionar a partir de dentro, como no meu caso, é até engraçado.

Essa é a estrutura legalizada pela opacidade do Banco Central e da dívida pública. Mas e os negócios ilegais mesmo?

Não existe negócio que não seja intermediado por um banco, seja legal ou ilegal. Essa história de operador e doleiro é coisa da Lava Jato e da imprensa para desviar a atenção da participação dos agentes financeiros. Os bancos são completamente blindados porque inventaram um meio infalível de distribuir dinheiro para quem já tem muito poder e dinheiro. Falam de todo mundo menos de nós, que comandamos tudo.

Para mim, aí é que está o poder real, o poder do dinheiro. Na verdade, são os bancos os operadores e os doleiros, e todo o dinheiro sai de bancos, seja dinheiro limpo – na realidade, sempre dinheiro que foi tornado limpo –, seja dinheiro sujo. A não ser que você fabrique dinheiro em casa.

Aliás, parte do lucro dos bancos vem de lavar dinheiro e intermediar transações. Mas o grosso da grana vem do Banco Central, das remunerações de sobras de caixa – que são ilegais, mas sobre as quais ninguém diz nada –, das operações de swap cambial, dos títulos da dívida – enfim, o Banco Central é nossa mãe. É tudo escancarado, mesmo com inflação zero e o país na ruína.

Nosso lucro é legal, ou seja, legalizado, já que somos intocáveis e ninguém se mete conosco. Boa parte dos juízes e ministros de tribunais superiores, como todo mundo no meio sabe, advogam por interposta pessoa, e nós somos os principais clientes de alguns e de quem paga melhor. São os bancos que pagam as eleições do Congresso quase inteiro. Aí você pode legalizar qualquer coisa, qualquer papel sujo que a gente mande ao Congresso os caras assinam. Nesse contexto, onde se pode tudo, as operações abertamente ilegais são uma parte menor dos lucros, mas obviamente existem.

Se ninguém imprime notas de dinheiro no quintal, é óbvio que todo o dinheiro, inclusive todo dinheiro sujo, vem dos bancos, que retiram parte do seu lucro real intermediando essas relações e lavando esse dinheiro. Os bancos controlam o que você vai fazer com o dinheiro e todo dinheiro pode ser rastreado.

Toda transferência bancária tem um chip e, se você quiser saber de onde o dinheiro vem, dá para saber. Inclusive nas transações internacionais. Se a transferência é em dólar, tudo passa por Nova York e recebe um número. Mas ninguém quer saber, essa é a verdade. Como os bancos mandam na imprensa, nos juízes e nos políticos, a intermediação de todo dinheiro ilegal jamais é denunciada. E se for denunciar, você é que acaba preso. Isso eu garanto.

Como funciona mandar dinheiro para propinas no exterior, por exemplo, para comprar gente em Angola, na companhia de petróleo?

Você liga para o presidente de um banco [e cita, testando minha reação, o nome do presidente de um grande banco] e pergunta qual a comissão dele para fazer remessa.

“Assim, na cara de pau?”, pergunto. “E como você acha que funciona?”, indaga Sérgio, rindo e se divertindo com minha surpresa.

Lembra daquelas malas do Geddel? Como você acha que aquele dinheiro chegou naquele apartamento? Dinheiro não dá em árvore. Quem tem a possibilidade de fazer o dinheiro circular de um lugar para outro são os bancos, mais ninguém.

Não há nenhum caso de corrupção em que o dinheiro não venha de um banco. Ou seja, os bancos são os intermediários, sempre. A imprensa nunca toca nisso porque é tabu. Afinal, a imprensa é nossa.

Como assim?

Vou lhe contar um caso. Assim que cheguei no banco, o João Carlos estava com problemas com um jornalista, metido a investigador, que publicava todo dia uma notinha chata sobre negócios nossos aqui em São Paulo. O João ofereceu milhões ao cara para apoiar projetos dele se aliviasse a pressão, mas o cara não aceitou. Foi um caso raro, pois era uma grana e tanto na época. O que fizemos? Compramos o jornal, um dos maiores do Brasil, e demitimos o fulano.

Agora decidimos o que sai ou não, pois somos os donos do jornal. Não precisamos pedir nada a ninguém. O jornal é literalmente nosso. Toda a imprensa hoje em dia é assim, de um modo ou de outro. Ou eles devem os olhos da cara aos bancos ou os bancos são os donos diretamente. Por isso não sai nada na imprensa contra os bancos. A imprensa é toda nossa: televisão, jornais, internet, o que você pensar.

E com os políticos e os juízes, como funciona?

Com os políticos você paga a eleição do cara e o que sobrar, se sobrar, porque toda eleição é mais cara do que se imagina de início, ele embolsa. Aí cobramos e montamos a agenda do cara. Ou então pagamos por serviço, como expliquei, normalmente uma parte em dinheiro vivo e outra em depósito sigiloso. Às vezes, num caso ou outro mais complicado, que precisa ser resolvido para os negócios andarem, você faz um depósito no exterior para vários ao mesmo tempo.

A coisa funciona do mesmo modo em Brasília e em São Paulo, e com todos os partidos políticos. Aquilo que aquele maluco da Odebrecht fez, ao criar um departamento de propina, todo banco tem, é como os negócios andam, não tem outro jeito. Mas a gente não deixa rastro como fizeram esses malucos. Ninguém é “santo” [referindo-se à suposta alcunha de Alckmin no livro da Odebrecht], pode acreditar.

E com o Poder Judiciário?

Com os juízes os presentes funcionam que é uma beleza. O cara termina incorporando ao salário – afinal, é a mania deles. A coisa que mais irrita um juiz é saber que um advogado ganha muito mais do que ele. Na verdade, quando o advogado é muito rico, pode ter certeza que também enfia a mão na merda. Como advogado, para enriquecer de verdade, você tem que saber comprar promotores e juízes, além de advogados de outras empresas, para que escolham o seu escritório quando houver necessidade. A Lava Jato está cheia disso. Cansei de ver um colega fodendo o outro para depois ficar com a conta da empresa. Talento muita gente tem, mas construir um círculo de poder e dinheiro e saber gerir isso, mesclando cuidado e ousadia, poucos sabem.

É por saberem disso que muitos juízes ficam putos com o dinheiro que os caras ganham. Sempre acham que merecem ganhar ainda mais do que os advogados mais bem pagos, porque os riscos maiores seriam deles, e não dos advogados. Mas a verdade, e todo mundo sabe, é que a maior punição que um juiz recebe é aposentadoria compulsória, e mesmo para chegar a isso tem que aprontar um monte e fazer muito mal feito.

E como vocês recompensam os juízes?

É um pouco diferente, porque os caras são muito vaidosos, alguns se acham intelectuais. Quando o cara é muito vaidoso, o melhor método é pagar uma palestra com 100, 200 ou 300 mil reais, e ainda faz o cara se convencer de que é por sua cultura jurídica. Ou fazemos seminários internacionais com grandes jornais e revistas comentando e fotografando – aí eles piram. Nesse meio, você tem que saber comprar a vaidade dos caras, fazer com que se sintam mais importantes do que são. Ou então compramos diretamente a sentença.

Você pergunta o preço da sentença e paga, assim, na cara de pau?

“Como você acha que funciona?”, retruca Sérgio, sempre se divertindo muito por estar dando aulas de sociologia prática da vida real.

Vou lhe contar um caso que vai fazer você entender como tudo funciona. O João queria abrir uma casa noturna em Florianópolis, só para se divertir. O diabo é que encasquetou de construir a boate num lugar que era área de proteção ambiental, o MP [Ministério Público] local encrencou e a história virou uma pendenga judicial. Aí tive que ir lá para acertar com o juiz. Quando deixei tudo combinado, o João mandou uma loura – que foi favorita dele durante um tempo e depois passou a trabalhar com a gente, dessas muito bonitas e de 1,80 de altura, como só tem no Sul – levar, numa bolsa grande dessas de marca, um milhão de reais, misturando reais e dólares.

A ordem do João foi mais ou menos assim: “Põe aquele vestido vermelho justinho da Armani que te dei, entrega a mala e faz o juiz feliz.” O fulano passou um fim de semana com a loura, ficou com o dinheiro e a mala, e o João construiu a boate bem onde queria. É assim que funciona com o Judiciário.

Mas não foi uma experiência agradável, vou confessar, já que a moça foi humilhada de um modo meio violento. Fomos ela e eu levar a mala com dinheiro vivo para o juiz. Começamos a discutir o modus operandi jurídico do caso com o juiz e mais dois auxiliares na própria sala do juiz, depois do expediente.

Betina, era assim que a moça se chamava, era estudante de Direito e de vez em quando arriscava um palpite sobre o caso. A certa altura, o juiz se irritou e disse que ela não era advogada, mas puta, e estava ali para outro serviço. Na mesma hora, botou o pau para fora, na minha presença e de outros dois, e mandou a moça chupar.

Depois mandou que fizesse o mesmo com os dois funcionários. Em seguida entra um terceiro assistente, todos obviamente de confiança do juiz e de sua equipe “privada”. Ao ver a moça ainda de joelhos e já com o belo vestido meio rasgado, lança um olhar entre divertido e intrigado à cena, e então o juiz o interpela: “Quer também?” Ato contínuo, a moça cumpre pela quarta vez o mesmo ritual. Esse pessoal adora um abuso, quase tanto quanto dinheiro.

As mulheres sempre participam desse jogo?

Nem todo mundo gosta de misturar putaria e trabalho, mas se você for carente e cair nessa, está fodido. Aí fica na mão mesmo. E o diabo é que o que mais existe é gente carente afetivamente, que sem perceber cai nessa armadilha. Eu, por exemplo, não participo. Como tenho mulher parceira, não tenho este tipo de carência. Não digo que não tenha participado uma vez ou outra, nesses quase 20 anos em que trabalho aqui, mas não é a minha praia.

Mas tem muitos que gostam. Os estrangeiros, por exemplo, adoram. Passei um ano em Londres trabalhando como estagiário na área jurídica do mercado financeiro e lá a putaria é mais pesada. Onde tem muito dinheiro tem muita putaria. Pesada mesmo, todo tipo de coisa que você for capaz de imaginar. Tipo alugar castelo do século XVII para um fim de semana com muita droga e muita festa para todo tipo de gosto.

Afinal, todas as máfias do mundo estão por lá, russos, árabes, africanos, brasileiros. Londres é uma grande lavanderia atrás da fachada da realeza. Comparados com eles, somos amadores. Mas o João sabe fazer esse jogo, não é nenhum amador. Por exemplo, para funcionar, não pode parecer putaria barata, e o João é um gênio nesse jogo.

Outro dia tivemos um cara, um norueguês, da companhia de petróleo deles. O cara sabe tudo de prospecção de petróleo. O João se encarregou pessoalmente de armar a festa. Ele tem uma ilha em Angra só para isso, com heliporto e um iate lindo. Tudo encoberto pela mata atlântica, privacidade total. É um fim de semana de sonho.

A gente tem de 15 a 20 mulheres lindas, que podemos chamar a qualquer hora, algumas ganham presentes caros todos os meses, outras a gente paga mesmo, e nenhuma delas você diria que é puta. São lindas, elegantes, sabem conversar, usam roupas caras, se comportam e não destoam em nenhum ambiente. Algumas você deve conhecer, aparecem na internet, mas isso eu não posso contar. O norueguês, por exemplo, ficou tão louco que queria levar uma delas para a Noruega.

O João aproveita e chama ainda um juiz, um político, um amigo do mercado ou um procurador mais chegado, chama também alguns daqui do banco mesmo, que sabem criar o ambiente mais relaxado e agradável possível, tudo para criar um clima de festa normal. O segredo é forjar “amizades”. Às vezes montamos negócios inteiros com todos os interessados participando, mas sem parecer negócio, como se fossem amigos se divertindo.

Você tem que saber misturar e montar para parecer diversão entre os “parça”, entende? Lá as meninas sabem fazer o trabalho do melhor modo possível. Tudo parece a coisa mais natural do mundo, como uma festa normal e animada entre conhecidos. Nisso de criar uma relação de confiança, o João é impagável. Eu só faço o meio de campo. O astro é ele.

E cabe a você comprar as pessoas para os negócios andarem?

Quem existe neste mundo que não é comprado de alguma forma? Comprar alguém bem comprado não envolve só dinheiro. Você tem que comprar uma relação de confiança. Sem isso, todo o dinheiro do mundo não conta. E isso é um talento.

João costuma dizer que quem manda no Brasil, a elite, não soma mais do que 800 pessoas, e que ele e eu conhecemos cada uma delas. Dessas 800 pessoas, 600 estão em São Paulo, 100 em Brasília e 100 no resto do Brasil. Temos uma relação excelente com boa parte desse pessoal, e diria que, com pelo menos umas 100 dessas 800 pessoas, temos uma relação de confiança construída ao longo dos anos.

Um banco, como qualquer empresa, vive de oportunidades de negócios que a conjuntura econômica e política cria. Se você é realmente um bom empresário, não pode ficar apenas esperando que a oportunidade surja com a conjuntura, pois aí vai ter muitos rivais e concorrentes.

Um bom empresário ou banqueiro é o que percebe a oportunidade quando ela aparece. Mas se você é muito bom, melhor que os outros, como no caso do João, então você tem que fazer com que a oportunidade aconteça só para você ou que você possa aproveitá-la antes dos outros.

Este é o segredo do nosso negócio. Se deixa passar uma janela de oportunidade, você não é bom no que faz. Mas nós somos muito bons no que fazemos. Nós criamos a oportunidade de tal modo que ela caia no nosso colo. Para isso servem as relações de confiança cultivadas ao longo dos anos.
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2020.10.23 18:48 Postador Sobre download de videos e fakes

Vocês estavam cada um fazendo sua chamada para o bot que gera links para download de videos. Um video de Emily Garcia tinha 11 destes quando eu comentei. A maioria dos comentários do post era isso. Isso atrapalha muito. Então fiz uma regra pro AutoMod colocar os links automaticamente e remover os chamados para os bots. Então o que vocês fazem? Passam a pedir os links para download sem usar os usernames dos bots ou digitando errado os usernames. Ou seja, os moderadores continuam tendo que limpar as besteiras de vocês. Um post de Ray Mattos tem 4 pedidos removidos pelo bot e 2 que tiveram que ser removidos manualmente. Apesar de ter a porra dos links como primeiro comentário! Se continuar assim vai ter ban para quem pedir link de download de qualquer forma!
Sobre fakes vou repetir aqui um comentário do outro post:
Tem gente reclamando dos bans, mas é que já tentamos não banir a anos atrás, o pessoal pegava qualquer fake e postava aqui, muitas vezes perguntando se era fake. E porque ninguém era banido a turma continuava postando, pois era uma forma fácil de saber se era fake ou de ganhar karma fácil. No máximo a gente removia o post, então o poster não tinha nenhuma razão para não postar. O sub rapidamente se encheu destes posts, mais de metade dos posts era isso. Rapidinho eu mudei a regra e passei a banir. Assim pelo menos essa turma não fica repetindo o erro e pensa duas vezes antes de postar.
E muitos postaram o fake mesmo depois de eu colocar este post no alto do sub. E com títulos como "será que é fake?". Ou seja, eles nem ligam para regras nem leem o topo do subreddit. Então merecem mesmo.

Quanto a gente reclamando que não sabia que era fake, você tem que entender que nossa prioridade é o grupo e isso as vezes significa ser injusto com alguém. Mas vocês precisam ter bom senso. Qualquer pessoa com mais de dois neurônios sabe que certas fontes tem bem mais fakes. Escolham bem suas fontes. Um disse que colocou no Google "Juliana Bonde nua" e pegou a primeira coisa que apareceu. Como ela nunca posou nua pegou um fake (diferente do postado um monte de vezes!) e postou aqui. Está na dúvida? Faça a busca reversa por imagem no Google, geralmente a imagem real vai aparecer. E usem o bom senso. Você não achou uma imagem de Angélica trepando de pernas abertas olhando para a camera, garanto que se isso um dia vazar vai estar em toda a imprensa, vai ser proibido postar aqui devido as regras do reddit e vai dar cadeia pela lei Carolina Dieckman. Alguém já postou isso achando que era real...

Não dá para abrir exceção para novatos, 300 a 400 pessoas se inscrevem no grupo por dia, se 10% postarem um fake, fakes vão ser a maioria do sub, como já disse isso já aconteceu. Então alguns verdadeiros inocentes vão ser banidos temporariamente para incentivá-los a ter bom senso e pensar duas vezes e para o sub não virar uma longa lista de fakes. Espera um tempo e volta a postar depois.

Agora tem gente dizendo que não uma imagem não é fake, que eles reverteram o filtro. Vou ver quanto eu lembro do que me ensinaram anos atrás para explicar porque isso não é possível. Toda imagem digital é que composta de pixels, cada pixel tem 3 valores de 0 a 255 que representam a quantidade de vermelho, verde e azul naquele ponto. Os filtros de programas gráficos fazem operações matemáticas com estes valores. Para reverter um filtro com perfeição é preciso que o processo seja determinístico, reversível e sem perdas e que o formato de gravação seja sem perdas. Determinístico significa que nenhum número aleatório foi adicionado. Alguns filtros sofisticados fazem isso, mas a maioria dos mais usados não faz, então vamos supor esta parte está ok. Reversível significa que a operação matemática pode ser revertida. Isso depende muito do filtro, mas os três caras que disseram que reverteram eram filtros de pixelização ou blur. Este filtros usam a média dos pontos, uma operação não reversível. Suponha que eu queira criar na imagem quadrados de 4x4 pixels para disfarçar algo. Simplificando, o programa pega os 4x4=16 pixels e tira a média deles. Não existe computador na face da terra capaz de saber quais são os números originais se ele tem apenas a média pois existe um número gigantesco de combinações possíveis. Por isso é impossível reverter esta operação de uma forma viável. Outro problema é que a média vai ser algo como 76.565 e tem que ser arredondada pois o formato de imagem só aceita números inteiros. Portanto fica impossível distinguir algo que dê resultado 76.013 de 76.456 e estas podem ser imagens bem diferentes. Por isso há uma perda de dados que é irrecuperável. Ai você grava num formato de imagem. Alguns como PNG e BMP preservam exatamente os valores iniciais. Mas geralmente se usa na Internet JPG, um formato com perdas. O que significa que a máquina pode transformar o número 76 do exemplo num número diferente para tornar o tamanho do arquivo menor. O processo usado para JPG é bem complexo, mas o que interessa é que ele é um processo com perdas. Dados da imagem original vão sumir.
Eu sei que vão citar o caso de reversão de filtro feito por uma polícia (não lembro qual) que revelou o rosto de um pedófilo. Neste caso ele usou um filtro twirl que quase não usa médias, ele usa basicamente deslocamento (um pixel de um ponto é transferido para outro ponto) para criar um efeito de redemoinho. Um processo bem mais fácil de reverter. Mesmo assim a polícia contou com a ajuda dos programadores da Adobe que criaram o filtro e levou semanas de trabalho de especialistas. Eles tiveram que usar muita tentativa e erro para achar os parâmetros usados no filtro, como qual area exatamente foi selecionada e quais as as opções que o cara usou no filtro. Depois usaram bom senso humano para escolher entre as opções possíveis achadas pelo computador qual a mais provável de ser um rosto humano. Mesmo assim terminaram com uma imagem deformada e meio "fora de foco" em alguns pontos.
"Mas eu tenho um filtro que reverte" já disse um. Não tem não, infelizmente a realidade não é o show CSI, cujas técnicas fotográficas já viraram meme exatamente por serem absurdas. Há filtros e técnicas que tentam adivinhar a imagem original a partir dos dados, mas usados por leigos em poucos minutos os resultados são horríveis. Os três casos que apareceram aqui eu sabia que era fake só de olhar a imagem, afinal alguém conhece mamilos com perfis triangulares ou aureolas quadradas? O filtro provavelmente escolheu a forma geométrica simples que mais se encaixava nos dados. Mas corpos humanos não são formas geométricas simples, a não ser na cabeça de Picasso. E mesmo que alguém escolha uma substituição melhor não quer dizer que seja real. No caso que começou isso, de Juliana Bonde, a discussão era se o mamilo era rosa. Todos os photoshops eram colagens, já que claramente não há meio de reverter a imagem pois era imagem sólida sobreposta. Mandaram várias versões, em todas o mamilo era rosa. Mas segundo comentários no post do video transparências em certas imagens já mostraram que não é rosa, é marrom. Este é problema do fake, aquilo não é a imagem daquela mulher, é uma imagem criada na cabeça de alguém, está mais para desenho que para fotografia.

Portanto vou continuar banindo quem posta fakes, incluindo quem "reverte" pixelizações e blurs.
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2020.10.22 00:39 theludo33 [META] Ingênuas reflexões sobre o ódio no r/desabafos

Já faz um bom tempo que eu acompanho o desabafos de longe. Uma das coisas que de certa forma é recorrente é o discurso de ódio por parte de alguns usuários. Ele se dá de várias maneiras, podendo ser direcionado a um outro usuário ou a um grupo (geralmente uma minoria).
No primeiro caso, não é incomum as pessoas fazerem amizade com alguém aqui, para depois humilharem essa pessoa.
O segundo geralmente se vê através de comentários ou posts de machismo, homofobia ou racismo.
O fato interessante é que, diferente dos comentários em sites como uol, o reddit nos permite ver o histórico dos usuários.
Eu sempre fico curioso para saber "quem" são essas pessoas... Quase sempre o que encontro são usuários que não só odeiam os outros, mas odeiam a si mesmos. Posts e comentários na linha do "Eu sou grotesco e mereço morrer" são quase mandatários entre eles.
Isso me faz pensar...Será que odiar o próximo culmina no ódio a nós mesmos? Será que o ódio a nós mesmos culmina no ódio ao próximo? Ou será que são pessoas que estão tão psicologicamente fragilizadas que a única coisa que lhes resta é odiar?
Sinceramente, acredito que o começo de tudo seja o segundo caso: Odiar a nós mesmos leva a projetar esse ódio no próximo. No entanto, odiar o próximo também alimenta o nosso ódio a nós mesmos, por fim, todo esse ódio só fragiliza mais o nosso psicológico.
Tudo é muito anedótico, e a partir de um reles achismo... Mas se você for uma dessas pessoas que odeia tanto a si mesmo e os outros, fica a minha dica de fazer o esforço de tentar realmente amar ou pelo menos não odiar tanto o outro... quem sabe sua vida fica um pouco mais leve? Quem sabe fica um pouco mais fácil se amar?
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2020.10.10 00:31 Mr_Libertarian A fraude chamada ‘estado’

Por: Hans-Hermann Hoppe
Murray Rothbard certa vez descreveu o estado como uma gangue de ladrões em larga escala. E se você observar bem verá que há um vasto esforço de propaganda feito pelo estado e por aqueles em sua folha de pagamento — ou por aqueles que gostariam de estar em sua folha de pagamento — para nos convencer de que é perfeitamente legítimo que uma organização essencialmente parasítica viva à nossa custa mantendo um alto padrão de vida, que ela nos mate (com sua polícia despreparada), que ela nos roube com seus impostos, que ela nos convoque compulsoriamente para o serviço militar e que ela controle totalmente nosso modo de vida.
A motivação fundamental daqueles que defendem o estado é saber que, uma vez na máquina pública, eles terão acesso a gordos salários, empregos estáveis e uma aposentadoria integral. Aqueles que estão fora do serviço público defendem o estado por saber que ele lhes dará vantagens em qualquer barganha sindical. Além desses cidadãos, há também empresários que defendem o estado. Estes estão pensando em subsídios e garantias governamentais, em contratos polpudos para obras públicas, em protecionismo, em regulações que afastem a concorrência, e no uso geral do governo para alimentar seus amigos e enfraquecer seus concorrentes. O estado, para eles, é garantia de riqueza.
Em todo e qualquer lugar, o estado sempre se resume a ganhar à custa de outros. Não houve qualquer avanço nessa realidade. Podemos mudar as definições e alegar que, porque votamos, estamos nos governando a nós mesmos. Mas isso não altera a essência do problema moral do estado: tudo que ele tem, ele adquire através do roubo. Nem um centavo do seu orçamento bilionário (trilionário, no caso dos EUA) é adquirido em trocas voluntárias.
Governos dilatados dividem a sociedade em duas castas: aqueles que dão compulsoriamente seu dinheiro para o estado e aqueles que ganham dinheiro do estado. Para manter o sistema funcionando, aqueles que dão têm de ser numericamente muito superiores àqueles que recebem. Foi assim nos primórdios do estado-nação e ainda o é atualmente. A existência de eleições não altera em nada a essência dessa operação.
Nos EUA, quando lemos os documentos escritos pelos pais fundadores, notamos uma grande preocupação em relação a facções. Por facções, os fundadores se referiam a grupos de pessoas em guerra entre si para decidir quem iria ter controle sobre o bolso da população. A solução para esse problema não foi abolir diferenças de opinião, mas, sim, manter o governo em um tamanho mínimo, de forma que as vantagens de se ganhar o poder fossem pequenas. Você limita o poder de uma facção limitando o tamanho do governo. Todos os mecanismos criados pelos pais fundadores — a separação de poderes, o colégio eleitoral, a Declaração de Direitos — foram instituídos como meios de se atingir esse objetivo.
Mas como foi que toda a distorção ocorreu? Como foi que os seres humanos permitiram que o estado atual existisse? Como passamos a permitir que ele nos governe dessa maneira despótica? E por que há alguns que o amam e até mesmo se inclinam perante ele, tomados por um sentimento quase religioso em relação a ele? Bem, se você pensar no argumento central a favor do estado verá que é muito fácil perceber um erro fundamental na sua concepção; e verá que é realmente um milagre que o estado tenha surgido. O argumento a favor da existência do estado é simplesmente este: há escassez de recursos no mundo, e por causa dessa escassez há a possibilidades de conflitos entre diferentes grupos de pessoas. O que fazer com esses conflitos que podem surgir? Como garantir a paz entre as pessoas?
A proposta feita por estatistas, desde Thomas Hobbes até o presente, é a que segue: como há conflitos constantes ocorrendo, os contratos feitos entre vários indivíduos não serão suficientes. Por isso, precisamos de um tomador de decisão supremo que seja capaz de decidir quem está certo e quem está errado em cada caso de conflito. E esse tomador de decisão supremo em um dado território, essa instituição que tem o monopólio da decisão em um dado território, é definido como sendo o estado.
A falácia dessa argumentação se torna aparente quando você percebe que, se existe uma instituição que tenha o monopólio da tomada suprema de decisões para todos os casos de conflito, então consequentemente essa instituição também vai definir quem está certo e quem está errado em casos de conflito nos quais essa mesma instituição esteja envolvida. Ou seja, ela não é apenas uma instituição que decide quem está certo ou errado em conflitos que eu tenha com terceiros, mas ela também é a instituição que vai decidir quem está certo ou errado em casos em que ela própria está envolvida em conflitos com outros.
Uma vez que você percebe isso, então se torna imediatamente claro que tal instituição pode por si mesma provocar conflitos para, então, decidir a seu favor quem está certo e quem está errado. Isso pode ser exemplificado particularmente por instituições como o Supremo Tribunal Federal. Se um indivíduo tiver algum conflito com uma entidade governamental, o tomador supremo da decisão — aquele que vai decidir se quem está certo é o estado ou o indivíduo — será o Supremo Tribunal, que nada mais é do que o núcleo da mesma instituição com a qual esse indivíduo está em conflito. Assim, é claro, será fácil prever qual será o resultado da arbitração desse conflito: o estado está certo e o indivíduo que o acusa está errado.
Essa é a receita para se aumentar continuamente o poder dessa instituição: provocar conflitos para, então, decidir a favor de si mesma, e depois dizer ao povo que reclama do estado o quanto eles devem pagar por esses julgamentos feitos pelo próprio estado. É fácil, então, perceber a falácia fundamental presente na construção de uma instituição como o estado.
E como temos visto uma aparentemente irrefreável expansão do poder do estado em absolutamente todos os países do mundo, é válido perguntar: há alguma esperança? O estado é de fato uma instituição tão poderosa contra a qual nada pode ser feito? Há alguma maneira de se opor a ele?
A primeira coisa a ser feita para se opor ao estado deve ser, é claro, compreender a sua natureza íntima. Por exemplo, é curioso que economistas, em todas as outras áreas da economia, se oponham a monopólios e sejam a favor da concorrência. (Eles se opõem a monopólios porque, do ponto de vista do consumidor, monopolistas são instituições que produzem a custos mais altos do que o custo mínimo e entregam um produto mais caro e cuja qualidade é menor do que seria em um ambiente concorrencial. Eles consideram a concorrência como algo bom para o consumidor porque empresas concorrentes estão constantemente se esforçando para diminuir seus custos de produção para poder passar esses custos mais baixos em forma de preços menores aos consumidores e, assim, superarem suas concorrentes. Além, é claro, de terem de produzir produtos com a maior qualidade possível sob estas circunstâncias). Entretanto, quando se trata da questão mais importante para a vida a humana — a saber, a proteção da vida e da propriedade — quase todos os economistas são a favor de haver um monopolista fornecendo esses serviços. Eles parecem imaginar que o argumento da concorrência não mais é válido. Eles parecem não entender que um monopólio desses serviços vai requerer gastos muito maiores e, da mesma maneira, a qualidade do produto — nesse caso lei, ordem e justiça — será menor.
Portanto, para iniciar qualquer tipo de recuo do estado temos de compreender claramente sua natureza íntima de monopolista e discernir os efeitos negativos que monopólios têm sobre todos os estratos da vida, particularmente na área da lei e da ordem. O que podemos desejar, na melhor das hipóteses — caso não consigamos abolir o estado —, é que o número de estados concorrenciais seja grande o suficiente. Um grande número de estados não permite que cada estado em particular aumente facilmente os impostos e as regulamentações porque as pessoas iriam, nesse caso, “votar com seus pés”, isto é, iriam mudar de estados (mudar de país). A situação mais perigosa concebível é aquela em que um governo mundial iria impor os mesmos impostos e as mesmas regulamentações em uma escala mundial, acabando com todos os incentivos para que as pessoas se mudem de um país para outro, pois a estrutura dos impostos e das regulamentações seria a mesma em todos os lugares.
Por outro lado, imagine uma situação em que houvesse dezenas de milhares de Suíças, Liechtensteins, Mônacos, Hong Kongs e Cingapuras. Nesse caso, ainda que cada estado quisesse aumentar impostos e regulamentações, eles simplesmente não lograriam êxito porque haveria repercussões imediatas — ou seja, as pessoas iriam se mudar das localizações menos favoráveis para aquelas mais favoráveis.
Quando pensamos em pensadores como Étienne de La Boétie, Hume, Mises, Rothbard etc., vemos que todos eles diziam que, por mais inexpugnável que o estado pareça, com todos os seus exércitos, com seu vasto número de empregados e com seu vasto aparelho de propaganda, ele na verdade é vulnerável porque, sendo o estado uma minoria que vive parasiticamente à custa de uma maioria, ele depende do consentimento do governado. Mesmo os estados mais poderosos — como, por exemplo, aqueles que vimos na URSS, no Irã sob o xá, e na Índia sob domínio britânico — podem se esfacelar. E essa ainda é uma esperança.
Novamente, a idéia é a seguinte: o presidente pode dar uma ordem, mas a ordem tem de ser aceita e executada por um general; o general pode dar uma ordem, mas a ordem tem de ser executada pelo tenente; o tenente pode dar a ordem, mas a ordem tem de ser executada em última instância pelos soldados, que são aqueles que terão de atirar. E se eles não atirarem, então tudo aquilo que o presidente — ou o supremo comandante — ordena passa a não ter qualquer efeito. Assim, o estado somente pode efetuar suas políticas se as pessoas lhe derem seu consentimento voluntário. Elas podem não concordar com tudo que o estado faça e/ou ordene que outros façam, mas, enquanto elas colaborarem, serão obviamente da opinião de que o estado é uma instituição necessária, e os pequenos erros que esta instituição cometa são apenas o preço necessário a ser pago para se manter a excelência do que quer que ela produza. Quando essa ilusão desaparecer, quando as pessoas entenderem que o estado nada mais é do que uma instituição parasítica, quando elas não mais obedecerem às ordens emitidas por essa instituição, todos os poderes estatais, mesmo o do mais poderoso déspota, desaparecerão imediatamente.
Mas para que isso seja possível, primeiro é necessário que as pessoas desenvolvam aquilo que podemos chamar de ‘consciência de classe’, não no sentido marxista — que diz que há um conflito entre patrões e empregados —, mas no sentido de um conflito de classes que opõe, de um lado, os regentes estatais, ou a classe dominante, e do outro lado, aqueles que estão sob o domínio do estado. Portanto, o estado tem de ser visto como um explorador, uma instituição parasítica. Só quando tivermos desenvolvido uma consciência de classe desse tipo é que haverá a esperança de que o estado, justamente por causa da difusão geral desse conceito, possa entrar em colapso.
Finalmente, o ponto de vista de Hobbes é interessante. Uma das coisas que mais ameaça o estado é o humor e a risada. O estado presume que você deve respeitá-lo, que você deve levá-lo muito a sério. Hobbes dizia que era algo muito perigoso o fato de as pessoas rirem do governo. Portanto, tente sempre seguir a seguinte regra: ria e zombe do governo o máximo possível.
A fraude chamada ‘estado’
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2020.10.09 20:51 Mr_Libertarian A fraude chamada ‘estado’

Por: Hans-Hermann Hoppe
Murray Rothbard certa vez descreveu o estado como uma gangue de ladrões em larga escala. E se você observar bem verá que há um vasto esforço de propaganda feito pelo estado e por aqueles em sua folha de pagamento — ou por aqueles que gostariam de estar em sua folha de pagamento — para nos convencer de que é perfeitamente legítimo que uma organização essencialmente parasítica viva à nossa custa mantendo um alto padrão de vida, que ela nos mate (com sua polícia despreparada), que ela nos roube com seus impostos, que ela nos convoque compulsoriamente para o serviço militar e que ela controle totalmente nosso modo de vida.
A motivação fundamental daqueles que defendem o estado é saber que, uma vez na máquina pública, eles terão acesso a gordos salários, empregos estáveis e uma aposentadoria integral. Aqueles que estão fora do serviço público defendem o estado por saber que ele lhes dará vantagens em qualquer barganha sindical. Além desses cidadãos, há também empresários que defendem o estado. Estes estão pensando em subsídios e garantias governamentais, em contratos polpudos para obras públicas, em protecionismo, em regulações que afastem a concorrência, e no uso geral do governo para alimentar seus amigos e enfraquecer seus concorrentes. O estado, para eles, é garantia de riqueza.
Em todo e qualquer lugar, o estado sempre se resume a ganhar à custa de outros. Não houve qualquer avanço nessa realidade. Podemos mudar as definições e alegar que, porque votamos, estamos nos governando a nós mesmos. Mas isso não altera a essência do problema moral do estado: tudo que ele tem, ele adquire através do roubo. Nem um centavo do seu orçamento bilionário (trilionário, no caso dos EUA) é adquirido em trocas voluntárias.
Governos dilatados dividem a sociedade em duas castas: aqueles que dão compulsoriamente seu dinheiro para o estado e aqueles que ganham dinheiro do estado. Para manter o sistema funcionando, aqueles que dão têm de ser numericamente muito superiores àqueles que recebem. Foi assim nos primórdios do estado-nação e ainda o é atualmente. A existência de eleições não altera em nada a essência dessa operação.
Nos EUA, quando lemos os documentos escritos pelos pais fundadores, notamos uma grande preocupação em relação a facções. Por facções, os fundadores se referiam a grupos de pessoas em guerra entre si para decidir quem iria ter controle sobre o bolso da população. A solução para esse problema não foi abolir diferenças de opinião, mas, sim, manter o governo em um tamanho mínimo, de forma que as vantagens de se ganhar o poder fossem pequenas. Você limita o poder de uma facção limitando o tamanho do governo. Todos os mecanismos criados pelos pais fundadores — a separação de poderes, o colégio eleitoral, a Declaração de Direitos — foram instituídos como meios de se atingir esse objetivo.
Mas como foi que toda a distorção ocorreu? Como foi que os seres humanos permitiram que o estado atual existisse? Como passamos a permitir que ele nos governe dessa maneira despótica? E por que há alguns que o amam e até mesmo se inclinam perante ele, tomados por um sentimento quase religioso em relação a ele? Bem, se você pensar no argumento central a favor do estado verá que é muito fácil perceber um erro fundamental na sua concepção; e verá que é realmente um milagre que o estado tenha surgido. O argumento a favor da existência do estado é simplesmente este: há escassez de recursos no mundo, e por causa dessa escassez há a possibilidades de conflitos entre diferentes grupos de pessoas. O que fazer com esses conflitos que podem surgir? Como garantir a paz entre as pessoas?
A proposta feita por estatistas, desde Thomas Hobbes até o presente, é a que segue: como há conflitos constantes ocorrendo, os contratos feitos entre vários indivíduos não serão suficientes. Por isso, precisamos de um tomador de decisão supremo que seja capaz de decidir quem está certo e quem está errado em cada caso de conflito. E esse tomador de decisão supremo em um dado território, essa instituição que tem o monopólio da decisão em um dado território, é definido como sendo o estado.
A falácia dessa argumentação se torna aparente quando você percebe que, se existe uma instituição que tenha o monopólio da tomada suprema de decisões para todos os casos de conflito, então consequentemente essa instituição também vai definir quem está certo e quem está errado em casos de conflito nos quais essa mesma instituição esteja envolvida. Ou seja, ela não é apenas uma instituição que decide quem está certo ou errado em conflitos que eu tenha com terceiros, mas ela também é a instituição que vai decidir quem está certo ou errado em casos em que ela própria está envolvida em conflitos com outros.
Uma vez que você percebe isso, então se torna imediatamente claro que tal instituição pode por si mesma provocar conflitos para, então, decidir a seu favor quem está certo e quem está errado. Isso pode ser exemplificado particularmente por instituições como o Supremo Tribunal Federal. Se um indivíduo tiver algum conflito com uma entidade governamental, o tomador supremo da decisão — aquele que vai decidir se quem está certo é o estado ou o indivíduo — será o Supremo Tribunal, que nada mais é do que o núcleo da mesma instituição com a qual esse indivíduo está em conflito. Assim, é claro, será fácil prever qual será o resultado da arbitração desse conflito: o estado está certo e o indivíduo que o acusa está errado.
Essa é a receita para se aumentar continuamente o poder dessa instituição: provocar conflitos para, então, decidir a favor de si mesma, e depois dizer ao povo que reclama do estado o quanto eles devem pagar por esses julgamentos feitos pelo próprio estado. É fácil, então, perceber a falácia fundamental presente na construção de uma instituição como o estado.
E como temos visto uma aparentemente irrefreável expansão do poder do estado em absolutamente todos os países do mundo, é válido perguntar: há alguma esperança? O estado é de fato uma instituição tão poderosa contra a qual nada pode ser feito? Há alguma maneira de se opor a ele?
A primeira coisa a ser feita para se opor ao estado deve ser, é claro, compreender a sua natureza íntima. Por exemplo, é curioso que economistas, em todas as outras áreas da economia, se oponham a monopólios e sejam a favor da concorrência. (Eles se opõem a monopólios porque, do ponto de vista do consumidor, monopolistas são instituições que produzem a custos mais altos do que o custo mínimo e entregam um produto mais caro e cuja qualidade é menor do que seria em um ambiente concorrencial. Eles consideram a concorrência como algo bom para o consumidor porque empresas concorrentes estão constantemente se esforçando para diminuir seus custos de produção para poder passar esses custos mais baixos em forma de preços menores aos consumidores e, assim, superarem suas concorrentes. Além, é claro, de terem de produzir produtos com a maior qualidade possível sob estas circunstâncias). Entretanto, quando se trata da questão mais importante para a vida a humana — a saber, a proteção da vida e da propriedade — quase todos os economistas são a favor de haver um monopolista fornecendo esses serviços. Eles parecem imaginar que o argumento da concorrência não mais é válido. Eles parecem não entender que um monopólio desses serviços vai requerer gastos muito maiores e, da mesma maneira, a qualidade do produto — nesse caso lei, ordem e justiça — será menor.
Portanto, para iniciar qualquer tipo de recuo do estado temos de compreender claramente sua natureza íntima de monopolista e discernir os efeitos negativos que monopólios têm sobre todos os estratos da vida, particularmente na área da lei e da ordem. O que podemos desejar, na melhor das hipóteses — caso não consigamos abolir o estado —, é que o número de estados concorrenciais seja grande o suficiente. Um grande número de estados não permite que cada estado em particular aumente facilmente os impostos e as regulamentações porque as pessoas iriam, nesse caso, “votar com seus pés”, isto é, iriam mudar de estados (mudar de país). A situação mais perigosa concebível é aquela em que um governo mundial iria impor os mesmos impostos e as mesmas regulamentações em uma escala mundial, acabando com todos os incentivos para que as pessoas se mudem de um país para outro, pois a estrutura dos impostos e das regulamentações seria a mesma em todos os lugares.
Por outro lado, imagine uma situação em que houvesse dezenas de milhares de Suíças, Liechtensteins, Mônacos, Hong Kongs e Cingapuras. Nesse caso, ainda que cada estado quisesse aumentar impostos e regulamentações, eles simplesmente não lograriam êxito porque haveria repercussões imediatas — ou seja, as pessoas iriam se mudar das localizações menos favoráveis para aquelas mais favoráveis.
Quando pensamos em pensadores como Étienne de La Boétie, Hume, Mises, Rothbard etc., vemos que todos eles diziam que, por mais inexpugnável que o estado pareça, com todos os seus exércitos, com seu vasto número de empregados e com seu vasto aparelho de propaganda, ele na verdade é vulnerável porque, sendo o estado uma minoria que vive parasiticamente à custa de uma maioria, ele depende do consentimento do governado. Mesmo os estados mais poderosos — como, por exemplo, aqueles que vimos na URSS, no Irã sob o xá, e na Índia sob domínio britânico — podem se esfacelar. E essa ainda é uma esperança.
Novamente, a idéia é a seguinte: o presidente pode dar uma ordem, mas a ordem tem de ser aceita e executada por um general; o general pode dar uma ordem, mas a ordem tem de ser executada pelo tenente; o tenente pode dar a ordem, mas a ordem tem de ser executada em última instância pelos soldados, que são aqueles que terão de atirar. E se eles não atirarem, então tudo aquilo que o presidente — ou o supremo comandante — ordena passa a não ter qualquer efeito. Assim, o estado somente pode efetuar suas políticas se as pessoas lhe derem seu consentimento voluntário. Elas podem não concordar com tudo que o estado faça e/ou ordene que outros façam, mas, enquanto elas colaborarem, serão obviamente da opinião de que o estado é uma instituição necessária, e os pequenos erros que esta instituição cometa são apenas o preço necessário a ser pago para se manter a excelência do que quer que ela produza. Quando essa ilusão desaparecer, quando as pessoas entenderem que o estado nada mais é do que uma instituição parasítica, quando elas não mais obedecerem às ordens emitidas por essa instituição, todos os poderes estatais, mesmo o do mais poderoso déspota, desaparecerão imediatamente.
Mas para que isso seja possível, primeiro é necessário que as pessoas desenvolvam aquilo que podemos chamar de ‘consciência de classe’, não no sentido marxista — que diz que há um conflito entre patrões e empregados —, mas no sentido de um conflito de classes que opõe, de um lado, os regentes estatais, ou a classe dominante, e do outro lado, aqueles que estão sob o domínio do estado. Portanto, o estado tem de ser visto como um explorador, uma instituição parasítica. Só quando tivermos desenvolvido uma consciência de classe desse tipo é que haverá a esperança de que o estado, justamente por causa da difusão geral desse conceito, possa entrar em colapso.
Finalmente, o ponto de vista de Hobbes é interessante. Uma das coisas que mais ameaça o estado é o humor e a risada. O estado presume que você deve respeitá-lo, que você deve levá-lo muito a sério. Hobbes dizia que era algo muito perigoso o fato de as pessoas rirem do governo. Portanto, tente sempre seguir a seguinte regra: ria e zombe do governo o máximo possível.
A fraude chamada ‘estado’
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2020.10.09 16:50 EstrelaCadente340 foda-se o título

To um pouco mal(Como se isso fosse novidade pra alguém) tipo, eu tava bem ontem, mas tenho alguns ressentimentos, briguei com meu pai e ainda não se falamos, ele só joga algumas indiretas falando que meu braço é de dinossauro, que eu pareço uma porca, ou que meu penteado é igual de Maria Betânia, mas nada além disso.
E na aula online o professor pediu para que fizéssemos um trabalho que é sobre a desigualdade, feminismo, aborto, maconha, o movimento lgbt, racismo e essas merdas que todo mundo só fala disso, e eu não to com saco pra isso, é fácil falar essas coisas bonitas, mas entra na internet que você verá gados de direita e esquerda defendendo fortemente sua ideia a incentivando o suicídio de quem discorda dele(a).
Fui uma dessas pessoas que foi atacada por esses merdas que se lutam por "igualdade" e não foi agradável, me estressei mto, e passei mal.
E se vc é gado político, sim, eu não gosto de você!
Menti, fingindo que eu tava super interessada nesses assuntos e eu to me lixando pra isso, as pessoas só querem saber de política e de estarem certas pra alimentar seu ego de merda.
E eu to me sentindo um merda por isso, por não ter o que fazer e esperar minha vida passar, por que eu só existo, então vou sair da internet por um tempo ou até mais do que isso. Tchau.
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2020.10.06 12:20 internalerrorfixed Me relataram ser vítima de um estupro e não sei o que fazer

Trabalho em uma farmaçia e parte do meu trabalho consiste em atender fornecedores pelo telefone. Há 27 dias eu atendi uma ligação, sempre bem educado, e a vendedora depois falar o "script" dela, perguntou minha data de nascimento e acabou pedindo meu contato pessoal. Resolvi passar porque não tinha motivos para não fazer. Talvez era alguém querendo algum tipo de ajuda, dúvida, e que ali na hora não queria perguntar ou estava com vergonha. Mas achei muito estranho perguntarem a data de nascimento, nenhum vendedor nunca fez isso.
Quando cheguei em casa lá estava um áudio com uma voz muito mais linda do que eu lembrava no telefone, comecei a conversar só pra saber o que a pessoa queria. Não tinha foto no perfil, sou feio e tenho vergonha de mim mesmo, mas ela queria saber como eu era. Sempre desconfiado, porque não me perguntava nada, não falava do trabalho, só parecia querer conversar mesmo. E eu conversava, escutava, enviei uma foto. Ela sempre mandava foto, vídeo indo caminhar, dirigindo, voltando da igreja, tudo numa boa. Uma pessoa linda, até demais, pra estar interessada em mim.
Continuo desconfiado, vou atrás de redes sociais, vejo que está participando até de concurso de beleza, crio expectativas mesmo sabendo que não tenho nada a oferecer. Lá vi que faltava poucos dias para o aniversário dela, no dia do aniversário dela espero dar meia noite, mando um vídeo todo envergonhado parabenizando ela, tenho problemas de autoestima então fica tudo bem cringe.
Ai ela começa dizer que queria me conhecer pessoalmente, me liga perguntando se pode vim na minha cidade (moramos há 160km de distância mais ou menos), mas estava tudo acontecendo muito rápido, peço pra ter calma, pra irmos nos conhecendo melhor, até porque até esse ponto as conversar eram bem casuais, eu pouco sabia sobre ela.
Ela saiu com a mãe dela pra comemorar, me manda foto e vídeo com a mãe dela, mas depois relata que achou que seriam só elas duas, mas que a mãe chegou com um rapaz e que ela não gostou dele, diz que "ele tá me testando", pergunto que tipo de teste e ela não responde.
Depois ela comenta que estava muito triste e só queria que eu estivesse lá pra poder dar um abraço nela no dia do aniversário, que tinha sido horrível sair com a mãe, que segurou choro a noite toda, que ela só queria me conhecer no dia do aniversário dela mas que parecia que eu não tinha gostado da ideia. Ai eu abaixo a guarda e crio expectativas, passo a conversar de uma forma mais carinhosa.
Pergunto sobre relacionamento e ela diz que terminou há pouco tempo, mas já estava há um tempo querendo terminar, e não dá mais detalhes. Volto a fuçar as redes e descubro que o intervalo entre o fim de um namoro de 2 anos e começar a conversar comigo é menos de 2 semanas. Volto a ficar triste e desconfiado por ser o consolo de alguém que só quer um relacionamento rebote, e que provavelmente depois de ajudar e reerguer essa pessoa, ela vai só virar as costas e voltar pro ex, que é bem mais bonito do que eu. Mas como ela sempre elogiava meu bom humor, minhas boas sacadas, acabo acreditando nessa de que talvez caráter e conteúdo se sobressaia.
Nesse ponto já estávamos conversando há umas 2 semanas, tentando encaixar uma data no final de semana pra nos conhecermos. Marcamos então para 3 de outubro, eu iria na cidade dela, 160km numa CG 150 pra conhecer alguém da internet numa cidade que nunca fui. Conversamos todos os dias por ligação, ligação de vídeo, falando sobre vida, trabalho.
Faltando 5 dias pra data que combinamos, numa ligação, ela me diz que alguém do trabalho dela arrumou alguém pra ela sair e ela aceitou, mesmo sem nunca ter conhecido a pessoa, disse que sentiu nojo, mas saiu. Beleza, racionalmente falando ela está solteira e faz o que quiser da vida, mas sinto uma falta de respeito do caralho fazer isso.
Ai eu comento sobre ela no trabalho, de forma bem rasa, e começam as histórias de pessoas que sumiram, foram roubadas, abusadas nessas de conhecer alguém pela internet. Decido investigar mais. Facebook, instagram, tiktok, facebook de todos os familiares, irmão, tio, primo, prima, mãe. Vejo que já foi casada (encontro um processo de divórcio) e que o requerente em questão foi o ex-marido. Nessa, já vejo que nos últimos 4 anos ela se casou, ficou 2 anos casada, separou, já engatou um namoro de mais 2 anos e menos de 1 mês depois já está me chamando de amor. Isso aos 24 anos de idade.
Desanimo total, decido parar de conversar e puxar assunto, levo muito a sério relacionamento e ela parece só querer aventuras. Sexta, sábado e domingo se passam. Sábado é o dia que eu iria lá. Ela nem questionou se eu iria ou não, parece não fazer muito caso, fico feliz, era o que eu queria, só me afastar e esquecer ela.
Ontem no horário do almoço dela, me manda uma foto com a cara inchada e de choro. Escrevo um texto dizendo pedindo desculpas, falando que tinha investigado a vida dela e dos familiares por medo de ir lá e acontecer alguma coisa, mas que não daria certo, que tenho coisas pra resolver antes na minha vida, mas que gostava dela, desejo sucesso e felicidades, algo pra terminar na amizade mesmo, num clima bom.
Ela responde que gosta da minha sinceridade, mas que nunca tinha pedido pra eu ir lá, e que o motivo do choro dela era algo muito pior que tinha acontecido domingo, que não conseguiu dormir, acordava chorando e gritando e pensou em me ligar, mas que bom que não tinha feito isso porque eu não me importava com ela. Que se eu fosse bom em investigar, que encontrasse quem seguiu, violentou sexualmente e bateu nela.
Ai eu desmontei, dor na barriga, tremedeira, ânsia de vomito, não sabia o que falar, aliás estou sentindo isso agora só de escrever e lembrar. Olhava pra tela do celular e não sabia o que digitar, só pensava nela sozinha em casa podendo fazer alguma besteira.
Eu jamais imaginaria que algo assim tivesse acontecido, mas ai já era tarde, ela só sabia falar que eu não me importava com ela, que era melhor assim mesmo, me afastando, e eu querendo demonstrar que mesmo não querendo um relacionamento, me preocupava sim com a vida de outra pessoa. Começou a falar que está cansada de ser julgada, que antes estava em um relacionamento abusivo, que hora eu era muito legal, mas hora eu julgava ela demais, que não era pra ter pena se nem intenção de conhecer ela eu tinha e que só queria uma amizade sincera.
Pergunto se ela está bem, se está com alguémm, responde que está em casa com medo, sozinha, com medo de ir trabalhar. Pergunto se ela conversou com alguém sobre isso e diz que não, falo pra deixar eu pelo menos escutar ela, que poderia falar o que fosse e eu ia dar suporte para o que precisasse, só que ai ela volta a discutir sobre eu parar de falar com ela, que não tinha motivo pra confiar em mim e que eu não gostava dela.
Confesso que usei de chantagem, que se não falasse comigo eu entraria em contato com a mãe e/ou irmão pra contar aquilo que ela estava me falando pra poderem ajudar ela, que se eu não conseguisse ajudar, iria encontrar alguém que consegue. Meu maior medo nesse momento era dela fazer alguma besteira, suicídio ou me bloquear e sofrer sozinha. Já estava procurando sobre o que fazer numa situação dessas na internet, o que falar, o que fazer, mas é tudo resumido em não culpar a vítima (óbvio, nunca faria isso) e escutar, mas como escutar alguém que não tem mais vontade/confiança de falar com você?
É isso, não sei como/o que/quando/quem falar, se acredito nisso ou não. Só quero o bem dela, mas não sei o que é o certo a se fazer. Jamais me perdoaria de "abandonar" alguém numa situação assim, mas sei que eu não sou a pessoa certa pra ajudar, que a família seria a melhor opção. Preciso de ajuda.

Update: ela disse que conversou com alguém do trabalho e essa pessoa marcou médico pra ela. Elogiei, disse que era bom que ela conseguiu conversar com alguém, e que seria ótimo também ir na delegacia da mulher pra relatar o crime. Enviei o link do CVV - Centro de Valorização da Vida, disse que lá ela teria pessoas mais instruídas pra conversar, de forma totalmente anônima e que iriam ajudar ela se precisasse. Terminei com um "boa noite". Ela respondeu com um "Obrigada" e "Boa noite". Considero minha parte feita, não vou mais mandar mensagem. Sendo verdade a história do estupro, ela agora vai receber ajuda de quem pode ajudar mais do que eu. Sendo mentira, conseguiu estragar um dia da minha vida me sentindo mal e quase vomitando de ansiedade, mas vou sobreviver e ter história pra contar, e até evitar futuros problemas semelhantes.
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2020.10.05 22:48 AdsonLeo [Encontro Miojo] Um Ato Caloroso (5º Level, D&D 5e)

Olá de novo Redditors! Mais um encontro/aventura rápida para vocês. Esta em particular relevante no momento e creio ser interessante para aqueles jogando a nova aventura Icewind Dale: Rime of the Frostmaiden. Como sempre ela está no meu blog Sopa de Dado, juntamente com todas as outras.
Esta aventura é equilibrada para um grupo de 4 personagens de level 5. O primeiro encontro será trivial, o possível segundo encontro é desafiador. Habilidades recebidas a partir deste level também são essenciais para a resolução da aventura por completo. Caso decida ignorar o encontro com Korazion ou a possibilidade de sua re-animação (descrito nas sessões "Korazion" e "Um Amuleto de Gratidão"), o combate com Vaghar (em "Uma Visão de Arrepiar") é equilibrado para um grupo de 4 personagens de level 2, sendo este o novo nível de desafio desta aventura.
Nomes em negrito se referem a criaturas encontradas em material de D&D 5ª edição e serão seguidos por uma notação entre parênteses com o nome do livro e página em que se encontram.

Localidade

Adivinha? Qualquer cenário que você goste de mestra! A vila, cidade ou bairro, como imaginado por mim, deve ficar em uma região congelada, assolada por nevascas. Um cenário ideal seria durante a aventura Icewind Dale: Rime of the Frostmaiden, acontecendo próximo a qualquer uma das Dez Cidades. Porém, como sempre, a aventura é sua quando decide corrê-la. Faça alterações como achar necessário e a utilize da forma que bem entender.

Resumo

O grupo é contratado para encontrar a tumba de um antigo rinoceronte de pelos brancos que caminhava pela região anos atrás. Hoje, o corpo congelado é uma prometida fonte de aventuras e desafios no meio da tundra impiedosa. Ao chegar lá, pede o contratante, eles devem retirar um tufo do pelo do animal e trazer de volta.
O rinoceronte enorme está congelado mas em perfeito estado, Seu corpo se projeta da neve, meio soterrado, e é protegido por um de sua prole. Este fica com o corpo a todo custo, mas é compreensivo caso os aventureiros não apresentem objetivos maléficos. Ao final, é possível reviver o gigante de eras passadas e reunir a família. E, quem sabe, sair de lá com um belo presente.

Pegando a Missão

O corpo congelado de um antigo rinoceronte é uma das maiores histórias da cidade. Porém, dado o clima selvagem e um de seus descendentes protegendo o moribundo, poucos se atrevem a ir lá. Os representantes políticos e religiosos não permitem que o guardião seja morto, uma vez que cumpre papel importante no ecossistema local. Além disso, o monumento congelado que é o corpo do rinoceronte faz parte da própria cultura, antes lenda caminhante, hoje combustível de histórias.
Um contratante busca os aventureiros para uma missão de busca e coleta. Ele diz precisar de um tufo dos pelos do rinoceronte congelado, conhecido como Korazion. Apenas um tufo, para uma receita de poção mágica, e está disposto a pagar 250 Pesos de Ouro pelo item. Ele informa que o corpo se tornou protegido pelo próprio frio e que será necessário uma lâmina mágica para cortar o pelo do corpo congelado.
Uma informação importante, também passada pelo próprio contratante, é que o guardião não deve ser machucado em hipótese alguma. Os personagens (e jogadores) devem ser criativos para lidarem coma criatura sem a colocarem em risco.
Se os aventureiros não tiverem forma alguma de gerar uma arma mágica por si só, como com a magica Magic Weapon, e não possuam uma já encantada a solução mais fácil é o próprio contratante emprestá-los uma Adaga +1. De toda forma, haja como julgar melhor.

A Jornada

A viagem até o lugar pode durar quanto tempo você achar necessário. Fato é que faz muito frio, o vento congelando até os ossos e tomando para si narizes, orelhas, dedos e outras partes do corpo que estiverem expostas. É necessário o uso de roupas quente o suficiente - casacos, luvas e botas grossas, dentre outros - que podem ser comprados por 10 Pesos de Ouro. Caso o grupo não possua tal equipamento será necessário, ao longo da viagem, a rolagem de uma salvaguarda de Constituição com CD 10 a cada hora de marcha. Numa falha o personagem recebe um nível de Exaustão.
Todo o caminho também conta como terreno difícil, diminuindo pela metade o deslocamento dos personagens tanto em marcha como em combate. Essa penalidade é ignorada caso utilizem sapatos especiais para caminhar na neve. Estes sapatos não estão inclusos no equipamento descrito no parágrafo anterior e custam por si só 2 Pesos de Ouro.

Uma Visão de Arrepiar

Do meio de uma clareira perfeitamente redonda, apesar de natural, se projeta o corpo de um rinoceronte de tamanho enorme. O pelo branco está duro de gelo e suas patas estão cobertas de neve. Apesar disso o que está exposto é mais que o suficiente para fazer os personagens imaginarem como o chão chacoalhava com os passos de Korazion. Estacas de gelo pendem de sua poderosa mandíbula e o chifre, lustrado pelo gelo, reflete os raios de luz. Os olhos, ainda abertos, parecem exibir uma astúcia que poderia derreter a própria neve.
De frente a estátua viva fica uma rinoceronte, rhinoceros (Monster Manual, 336), também coberta por pelagem branca. Esta, muito menor que o congelado, é parte de sua prole e, há anos, protege o cadáver de seu pai. A criatura é pacífica, porém assume posição de ameaça contra qualquer um que perceba entrar na clareira. Durante o dia patrulha o local e se alimenta da vegetação presente. Durante a noite descansa logo ao lado do monumento.
O grupo pode vir com varias ideias para lidar com a guardiã sem machucá-la. Haja como achar melhor dependendo da que escolherem. Eles podem tentar agarrá-la - para isso peça testes de Força (atletismo) contestado pela rinoceronte, ou considere que personagens com um valor de Força somado que iguale ou exceda a da própria criatura são suficientes para segurá-la no lugar. Outra estratégia é atraí-la para a borda da clareira utilizando comida e outras iscas enquanto alguns dos aventureiros se esgueiram pelo outro lado ou chegar ao local durante a noite - neste caso considere a percepção Passiva da rinoceronte (11) como CD e peça por testes de Destreza (furtividade).
É possível ainda paralisar a rinoceronte, encantá-la, fazê-la dormir ou mesmo conversar pacificamente com o uso de magia e testes de Sabedoria (Lidar com Animais). No caso de ser chamada para um diálogo o animal se identifica como Vagha, filha de Korazion, e fica na defensiva e pouco amigável de início, acreditando que estes aventureiros querem provocar mal à estátua e ela. Se o grupo conseguir convencê-la do contrário, ela permite que eles retirem um tufo de pelo. "Isso se conseguirem cortar uma das bela madeixas do meu poderoso pai, kekeke" diz. Em troca ela pede apenas que deem uma olhada nas estranhas marcas presentes no corpo. Korazion não possuía aquilo quando vivo.
Se de tudo ainda houver uma luta, Vaghar vai até a morte.
*Se achar mais interessante e quiser modificar o encontro, ambos rinocerontes podem estar sob o efeito da magia Awaken. Esta magia confere à eles um valor de Inteligência igual a 10 e a capacidade de falar Comum ou alguma outra língua de sua escolha*

Korazion

Este rinoceronte de pelos brancos é enorme. Utilize o stat block do mammoth (MM, 332) para ele. Apesar da visão impressionante, quando em vida Korazion era uma criatura tranquila e apenas atacava para proteger a si, outros animais e à mata. Como guardião local ele era muito respeitado por todos os moradores locais, humanos ou não.
Korazion foi morto por figuras misteriosas há poucos anos e seu corpo não apresenta nenhum sinal de decomposição ou mesmo queimaduras de gelo. Na verdade o rinoceronte está sob um efeito mágico similar ao da magia Gentle Repose, que impede sua carne de decair e ainda permite que seja trago de volta à vida.
Os aventureiros podem notar isso através de runas presentes no chifre do rinoceronte que remetem à escola de Necromancia ou com a magia Detect Magic, sob o escrutínio da qual todo o animal apresenta uma aura de supracitada escola. Se o efeito for desfeito, como com Dispel Magic, Korazion não mais pode ser revivido.
Se desejarem, eles podem trazer a criatura de volta à vida. Uma magia como Revivify é o suficiente. Vaghar, se perguntada sobre isso, não sabe nada sobre magia mas ficaria extremamente feliz se o pai voltasse da morte.

Um Amuleto de Gratidão

Caso decidam por realizar a magia e trazer Korazion de volta, ambos rinoceronte ficam contentes com o reencontro. A medida que o gelo derrete magicamente e os movimentos voltam, Korazion se espreguiça e arrisca alguns passos antes de dirigir a palavra ao grupo. Ele está sob o efeito da magia Awaken e estranha os aventureiros a princípio, mas logo reconhece que foram eles seus salvadores.
O revivido guardião é grato pelo ato e permite a retirada de um tufo de seus pelos. Questionado sobre quem o matou e o deixou naquela situação ou sobre o druida que o deu consciência ele não se lembra (caso esteja utilizando esta aventura juntamente com Icewind Dale: Rime of the Frostmainden, este druida pode ser Ravisin. Neste caso Korazion pode se lembrar e passar informações como você achar apropriado).
Se após voltar Korazion ver sua filha machucada, ele entra em fúria mas é racional e pode ser apaziguado se tudo for explicado da forma certa (assumindo que houve uma luta mas Vaghar e o grupo se entenderam depois). Todo teste de Carisma feito com esse objetivo o é com vantagem graças a ajuda da própria Vaghar.
Com Vaghar morta Korazion parte para cima com tudo. Se achar necessário dê uma oportunidade para todos fugirem. O rinoceronte prefere ficar na clareira velando sua prole e apenas aterroriza o grupo para fora do lugar.
Como informado, o pelo de Korazion não se parte sob nenhuma circunstância a menos que uma arma mágica de dano cortante seja utilizada, esteja ele congelado ou vivo. Com relação a isso nada ele pode fazer se vivo. Se Korazion for morto o pelo dele pode ser cortado normalmente por qualquer lâmina.
Caso tenham revivido Korazion e retirado o tufo após isso, este item, ao ser usado como acessório, atua como uma Gloves of Ogre Power. É possível perceber isso com Detect Magic, Identify ou efeito similar. Ao ser separado do corpo, o pelo adquiriu propriedades mágicas, e basta utilizá-lo como colar, enxertado no próprio cabelo ou barba ou de alguma outra forma que você julgar apropriada. Se mais tufos forem retirados não acontece o mesmo. Esse foi imbuído magicamente graças ao fato de Korazion ter voltado à vida e sua forte gratidão ao grupo. O pelo retirado do corpo morto ou ainda congelado não sofre o mesmo.

Concluindo a Missão

O contratante paga como prometido os 250 Pesos de Ouro pelo tufo, seja ele mágico ou não. Ele não pretende oferecer mais, mesmo que os aventureiros mostrem que o item é valioso. Por ele que estes mercenários fiquem com isto! Só queria fazer sua poções estranhas com ingredientes exóticos.
Caso tenha corrido esta aventura para um grupo sem acesso a magias que poderiam reviver Korazion, ou que no momento não possuíam os componentes certo, você pode disponibilizar clérigos que cobrem pelo serviço ou lojas que vendam tais componentes. Se não foi dissipado, o efeito mágico que o mantém em suspensão permite que o grupo volte ao local num outro dia.

O Que Vem Depois?

Gostou da aventura? Tem alguma crítica, elogio ou sugestão? Deixe um comentário! Se tiver usado alguma ideia apresentada no texto comente aí como foi, adorarei ler como tudo se deu na sua mesa. Até a próxima.
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2020.10.01 23:53 AdsonLeo [Encontro Miojo] Dia de Pesca (3º Level, D&D 5e)

Olá pessoal do Reddit! Deixarei aqui mais um dos meus encontros rápido. A ideia é um encontro ou aventura curta que você possa ler e estrar pronto para correr em pouco tempo, por isso "Encontro Miojo". Espero que gostem! A postagem original está no meu blog Sopa de Dado.

O calor está demais e ninguém aguenta fica de frente o fogão nessas condições. Então é dia de miojo! No encontro de hoje os bons e velhos kuo-toa aterrorizam mais uma vila desavisada. Este ficou mais parecido com uma curta aventura que apenas um encontro em si, mas ainda está no tema.
Como sempre com aventuras prontas use como bem entender, mas tendo em mente que ao corrê-la para grupos maiores ou menores e em níveis diferentes o desafio pode ficar significativamente mais fácil ou difícil. Se decidir utilizar este encontro ou elementos dele peço apenas para que dê crédito ao blog e ao autor, no caso eu.
A aventura a seguir é equilibrada para 4 personagens de level 3 e busca oferecer um desafio considerável. Tenha em mente que qualquer configuração diferente desta pode aumentar ou diminuir drasticamente a dificuldade do encontro.
Nomes em negrito se referem a criaturas encontradas em material de D&D 5ª edição e serão seguidos por uma notação entre parênteses com o nome do livro e página em que se encontram.

Localização

Novidade! Qualquer vila ou bairro de cidade no seu cenário preferido. Desta vez não escolhi nomes para deixar mais genérico. Os preencha como quiser, o que importa é a aventura em si. Alguns locais podem ser mais específicos, como a taverna. Se necessário for faça alterações neste local, mas boa parte dos cenários devem a acomodar em algum canto sem muito problema.

Resumo

Moradores locais estão assustados com as lendas de infância tomando forma. Homens peixe caminham pelas ruas e invadem as casas para assustar as crianças, roubar as relíquias de família e envenenar a água. O CHEFE DA VILA busca os aventureiros para que eles encontrem essas criaturas e lidem com elas.
Logo o grupo descobre que kuo-toas fizeram morada no poço local e, de lá, escutam atentamente sobre artefatos capturados pelas redes dos pescadores. Tais artefatos são chave para seus rituais macabros. Assim, ao ouvirem sobre mais uma estranheza retirada da lama do rio, os homens peixe se despacham para a vila em busca das peças de seu sinistro quebra-cabeças.

Recebendo a Missão

Não demora muito para o grupo ser abordado por uma figura de respeito da VILA. Esse CHEFE pede para que eles os ajudem com o problema dos homens peixe. Segundo ele, moradores tem visto homens peixe caminhar pelas ruas e invadir algumas das casas. Ninguém foi morto, ainda, mas as criaturas roubam itens e, em algumas, envenenam a água para adoecer as pessoas. Ele oferece a recompensa de 100 Pesos de Ouro para o grupo.
Caminhando pela VILA, um lugar de fantasia medieval padrão, exceto pela Taverna Boca de Poço. Este bar, onde pescadores e população geral se reúnem para beber, comer e conversar, fica a céu aberto, com o vento constantemente trazendo o cheiro de peixe e carregando as fofocas do dia. O nome vêm do fato de ter sido estabelecido próximo ao poço onde a maioria das pessoas pega água e uma barraca que o dono monta e desmonta todos os dias serve de balcão para as mesas e bancos desgastados pelos elementos. Não é raro um forasteiro levar um belo tombo por não verificar antes qual banco está ou não sólido o suficiente.
Neste lugar os aventureiros podem ouvir os seguintes boatos:

  1. Homens peixe assombram as ruas e muitos dizem vê-los dentro de suas casas roubando suas coisas. A maioria dos roubados são pescadores. É a vingança por matarem os peixes do rio!
  2. Algumas pessoas têm ficado doentes desde que começaram as aparições de homens peixe. A culpa, obviamente, é deles que envenenam a água nas casas!
  3. Pescadores locais trazem de volta do rio itens curiosos, como pedaços de louça. Alguns os vendem, outros os exibem nas tavernas e a maioria os emolduram na sala de casa. Isso ocorre há uns bons meses já, bem antes da aparição dos homens-peixe.
  4. PESSOA 1 e PESSOA 2 trouxeram a rede esticada hoje. Muito peixe e com certeza outras preciosidades do fundo do rio.
  5. Os homens peixe roubaram o pedaço de louça que o pai de PESSOA 3 encontrou. Era o primeiro da vila!
  6. A Taverna abre todos os dias, exceto no terceiro dia da semana. O que é uma pena, é o dia em que não dá para se saber de nada na cidade.
Estes boatos podem ser dados como achar necessário por qualquer NPC, importante ou não. E não necessariamente precisa ser feito no bar. A cena na taverna, porém, serve para mostrar que alí é um local onde as fofocas vêm e vão.
O grupo então pode decidir por variadas linhas de ação. Responda como for necessário, mas o mais básico e provável de ser necessário é coberto aqui.
Caso decidam investigar uma ou mais das casas invadidas a maioria dos anfitriões são receptivos e transmitem a informação necessária. Infelizmente não é muito, nada mais que "Eu vi os homens peixe entrando mas fiquei com medo e não intervi", "Eles saíram com minhas coisas, até a dentadura da falecida tia-avó", "Reviraram toda a minha casa, e ainda deixaram o chão todo sujo".
Uma coisa em comum entre a maioria dos locais é que ou eram casas de pescadores que recuperaram pedaços de louça do rio ou de quem os comprou. Isso passou despercebido pelos moradores, tanto pelo fato de as invasões terem começado muito depois dos artefatos aparecerem e também por nem sempre o ataque ser certeiro. Muitas vezes invadiram uma casa depois da peça ser vendida ou uma que nada tinha a ver com isso. "Não teria como eles errarem, teria? São criaturas mágicas! Magia pode falhar!?" diz um dos moradores se questionado sobre esse fato.
Nenhuma das casas apresenta pegadas, uma vez que muitos dias se passaram desde o último ataque. Mas, como ouviram das pessoas, uma pesca foi bem sucedida hoje. Logo, é possível que essa noite hajam ataques.
Assim, o grupo pode montar rondas na casa de PESSOA 1 e 2 e aguardar pelos homens peixe. Como ouviram, estes indivíduos fizeram uma grande pesca e, aparentemente, junto vieram pedaços de louça. Os dois não se opõem à segurança particular de um grupo de mercenários. E, de fato, nesta noite uma dupla de kuo-toa (MM, 199) tenta invadir uma das casa. Caso o grupo tenha se separado apenas um deles presencia o ataque. Caso tenham escolhido por uma das casas esta é justamente a certa. Que sorte... dos aventureiros, do morador nem tanto.
Se os dois kuo-toa forem impedidos de invadir o local eles tentam se esconder nos personagens e fugir para o poço; se impossível o for eles lutam até a morte. Caso consigam invadir e pegar qualquer coisa que se pareça com um dos pedaços de louça, eles fogem para o poço; se forem impedidos neste momento, mais uma vez, tentam dar perdido ou lutam até a morte. É possível seguir os rastros sem muito esforço, um sucesso em um teste de Sabedoria (Sobrevivência) ou Sabedoria (Percepção) de CD 10 é o suficiente.
Na ocasião de um (ou mesmo ambos) ser capturado, ele incialmente resiste a qualquer tentativa de interrogatório, o fanatismo visível nos olhos cristalinos e arregalados. Porém nada que a ameaça certa e um sucesso em um teste de Carisma (Intimidação) de CD 15 não resolva. O capturado revela, entre ameaças de danação eterna e morte afogada para todos ali, sobre a base no poço; os pedaços de louça serem dedicados à sua deusa, a Mãe do Mar, Blibdoolpoolp; e que os sacerdotes os querem para construir um altar à ela. Ele se recusa a revelar números ou guiar o grupo e morrerá antes disso.
Caso os jogadores se esqueçam, não pensem numa estratégia ou qualquer outra coisa ocorra que pareça travar a aventura um bêbado local pode falar, entre soluços de embriaguez, de como deuses antigos se vingam dos que mechem nas suas coisas e que PESSOA 1 e 2 estão condenados por terem pescado mais "daquelas coisas". Caso prefira, enquanto descansam ou discutem as pistas eles ouvem os gritos de socorro de moradores que tiveram sua casa invadida, o que colocará em movimento a busca pela dupla de kuo-toas. Se, depois da invasão ocorrer eles não tiverem nenhuma pista, o dia seguinte é um que a taverna não abre e é possível ver os rastro de pés estranhos e membranosos saindo e entrando dele. Conveniente.

Dentro do Poço

Os kuo-toa que fizeram morada no poço ouvem as fofocas através dos ecos que descem pelas paredes de pedra. Ao ouvir sobre os "pedaços de louça" eles tentam identificar quem o recuperou e vão roubá-lo durante a noite. Nem sempre têm sucesso, às vezes chegam depois de já terem vendido o artefato ou invadem a casa errada.
O poço possui 1,5 metros de lado a lado e um personagem médio pode descer se apoiando nos tijolos. A umidade os deixa escorregadio e um teste de Força (atlética) de CD 10 é necessário. Caso falhe, o personagem cai 9 metros em água rasa, levando 12 (4d6) de dano de contusão. Caso usem corda, ferramentas de escalada ou qualquer outra engenhosidade para descer o teste não é necessário e o sucesso é automático. Uma abertura leva à uma caverna.
A seguir há a descrição do que está presente em cada parte da "base" dos kuo-toa. Dimensões ou um mapa detalhado não fazem diferença. Faça como achar necessário ou use um mapa de sua preferência. Nenhuma das caverna possui iluminação e, graças a água presente, o lugar é considerado terreno difícil.

Primeira Caverna

A primeira sala é uma caverna pequena, onde um kuo-toa whip (MM, 200) fica sentado, de olhos fechados, ouvindo atentamente tudo o que ecoa pelo poço. Ele possui em sua cabeça uma tiara feita de espinhas de peixe e algas marinhas com uma cabeça de peixe, olhos esbugalhados e boca aberta, se projetando da parte frontal da tiara. Este é um item mágico que permite a este kuo-toa conjurar a magia Tongues 3 vezes ao dia, recarregando ao amanhecer. Ele os faz geralmente nos horários de maior movimento ou quando parecer conveniente. Ele exige attunement e pode ser obtido pelos personagens.
O kuo-toa whip fica ciente da presença dos jogadores a menos que estes tenham descido sem fazer barulho algum próximo ao poço. Ele grita para seus companheiros na próxima caverna e estes chegam no segundo turno de combate. No primeiro, o whip presente conjura Shield of Faith em si e tenta atrasar os personagens se agir antes na inciativa que a maioria. Caso contrário apenas começa a atacar os mais próximos.
Se os jogadores bolarem um plano que não alerte de jeito nenhum o kuo-toa whip ele estará sentado na água, de olhos fechado e prestando atenção atentamente ao sons vindo do poço. Caso queira pode pedir testes de Destreza (furtividade) com CD 16 (ou 21 se os personagens estiverem se movendo na água). Neste momento é possível despachar o kuo-toa-whip ou passar por ele até a próxima caverna. Ao ser alertado o descrito no parágrafo anterior acontece.

Segunda Caverna

Esta é maior que a anterior. Se não foram alertados e convocados para a primeira caverna, aqui estão presentes 6 kuo-toa e 1 kuo-toa whip, todos de joelhos rezando para um altar com a louça que foi partida em dezenas de pedaços e, pouco a pouco, é remontada. Substitua a cantrip Thaumaturgy do kuo-toa whip presente por Mending, que ele usa para restaurar a peça. Um ou dois destes 6 kuo-toa presentes são parte da dupla do ataque da sessão anterior caso tenham conseguido escapar.
A louça é feita de cerâmica e apresenta a imagem de um torso feminino com cabeça e pinças de lagosta, uma das representações de Blibdoolpoolp. Detect Magic ou similar não revela nada na louça. Ela está quebrada, ainda faltando alguns pedaços, e o valor estimado é de 75 Pesos de Ouro.
Em um dos cantos uma pilha meio submersa contém alguns itens roubados que se revelaram não ser parte da louça antiga. Pratos, xícaras, retratos pequenos e outro itens sortidos. Os moradores ficam contentes em receber de voltar as suas coisas perdidas.
Tenham sido convocados pelo kuo-toa whip à primeira caverna, percebido a aproximação dos jogadores ou alertados de qualquer outra forma, esse grupo luta até a morte. O kuo-toa whip desta sala foca em conjurar Bane nos jogadores ao invés de Shield of Faith em si ou algum companheiro. Os demais atacam sem piedade os jogadores, mirando nos mais frágeis ou fáceis de acertar. As redes são usadas sempre que possível e, ao capturar algum personagem, os ataques tendem a ser focados neste.
O grupo pode dar cabo de todos os inimigos presentes ou tomar uma linha de ação menos tradicional. Os kuo-toa estão dispostos a não lutarem se o trato for pelo menos um deles escaparem com a louça. Qualquer outra trégua não é aceita.

Concluindo a Missão

Se conseguirem lidar com os homens peixe e tenham provas, como os corpos ou a louça recuperada, o CHEFE DA VILA paga com prazer os 100 Pesos de Ouro e está disposto a oferecer até 50 adicionais pela louça da deusa Blibdoolpoolp. Todos ficam contentes, uma farra é dada na Taverna Boca de Poço e os ataques param.
Moradores que ainda possuem pedaços da louça em casa podem estar dispostos e se desfazer pela oferta certa.
Os envenenamentos não param. Nunca começaram na verdade, as pessoas apenas ficam doentes mesmo de vez em quando.

O Que Vem Depois?

Depende de você, DM!

Gostou da aventura? Tem alguma crítica, elogio ou sugestão? Deixe um comentário! Se tiver usado alguma ideia apresentada no texto comente aí como foi, adorarei ler como tudo se deu na sua mesa. Até a próxima.
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2020.09.30 21:06 pla-to Escritor a beira do colapso

Olá, Brasil
hoje venho lhes apresentar meu dilema. Gostaria de saber se os senhores podem me auxiliar, pedindo desculpas antes mesmo de começar a me explicar, tendo em vista o tamanho do post que abaixo segue. Para quem possuir a paciência e a resignação de ler até o final, só me faz possível agradecer e lhe estender um virtual e fraternal abraço.
tl;dr>! sou bipolar e gosto de escrever, não tenho um puto no bolso pq anos de estudos de filosofia e literatura me tornaram incapaz de conviver de maneira adequada nessa sociedade doente, peço que avaliem meu trabalho para que eu saiba se há futuro para mim na escrita e, também, que me ajudem com conselhos profissionais, doações ou de qualquer outra forma para que eu possa sair da cidade em que resido e busque um lar em São Paulo.!<
Vamos lá:
Me chamo Dillon Hagar (meu pseudônimo literário) e tenho ~30 anos. Sou formado em direito e administração com pós em direito penal e processual penal, não que isso me seja muito relevante sobre quem sou, acredito estar mais relacionado com minha história.
Venho de uma família brasileira típica: meu pai e minha mãe são pessoas honestas que sempre trabalharam (muito) para buscar oferecer o melhor para meu irmão e eu. Apesar da extrema formalidade que compele o viver dos dois, sei por fato e história o quanto eles nos amam. Meu pai sempre foi um cara absurdamente estourado e - até recentemente - acreditei que isso era apenas seu jeito de ser, afinal o cara já engoliu alguns sapos da vida (principalmente de sua falecida mãe).
Talvez pelo fato de ser tão estourado, permiti por muito tempo que minhas escolhas fossem feitas por mim, afrontar seus nervosismos só me gerava ainda mais ansiedade. Sempre me foi difícil o necessário pisar em ovos com ele, já que somos pessoas absolutamente distintas. Seu ideal de justiça é através da imposição da violência enquanto sou apenas um advogado que valoriza o debate, defende as garantias e direitos individuais e conhece um pouco das mazelas do nosso maravilhoso Brasil.
Fiz uma faculdade (duas, se prezar pela especificidade) que me habilitaram em uma profissão que não tinha e nem tenho a menor intenção de exercer. Sou advogado inscrito na OAB/SP, porém tudo que gostaria de fazer é rasgar minha carteira e escrever... Mas tudo bem, quem não é advogado hoje, não é mesmo?! Está ai a primeira vaidade formal que meus pais têm sobre mim que não faço questão.
Tenho um irmão mais velho (programador) que, com muito trabalho e talento, conquistou seu lugar ao sol nesse caótico mundo e foi morar em outro país, longe do julgamento dos velhos.
Para o caçula, restou apenas buscar se adequar a sociedade de uma cidade do interior paulista (~180k habitantes, ~450km da capital) e tentar ganhar algum dinheiro, porém, como fazemos isso quando não há oportunidades e se é um desarticulado?
Aos melhores empregos, não possuo a experiência. Para os demais, sou mais qualificado do que deveria. Sou um monstro em pele de homem, vagando por uma cidade que não parece ter o interesse de recepcionar o diferente.
Veja bem, estimado leitor. Sei o que sou e, acredito que aqui, seja o momento ideal para dizer o bestial ser que lhes redige este biográfico texto. Minha sinceridade é inata, não posso me mostrar por menos, não me sentiria bem comigo mesmo se não soubessem quem realmente é aquele que lhes pede algo.
Há alguns anos - graças a uma maravilhosa ex-namorada psicóloga - contrariado pelos meus pais que sempre viram saúde mental como tabu, decidi buscar ajuda profissional para tratar o vazio existencial que existe/ia dentro de meu peito. Após 6~8 anos de terapia e pelo menos outros 6 de clínica psiquiátrica, me deparei com o diagnóstico de um distúrbio de personalidade, "Transtorno de bipolaridade tipo 2", dizem os médicos. Como gosto de informalidades, prefiro chamar apenas de "meus demônios".
"Meus demônios" por muito tempo foram seres antagônicos dentro de mim, me aterrorizavam madrugadas a dentro, cochichando terríveis segredos em meus ouvidos. "Nunca serás o suficiente", "aqueles que dizem te amar riem de ti", "se tens medo de monstros olhe bem para dentro de si: tu és o monstro de quem teme". Nada legal, não?!
Medicação e terapia me tornaram inteiros, ao menos o suficiente para que tomasse as forças necessárias para meu "salto de fé", me fazendo no começo do ano finalmente deixar o ninho e buscar continuar somente com a força de minhas próprias pernas. A felicidade e a esperança, como bem sabem do ano de 2020, talvez tenham sido mal colocadas.
Surpreendentemente, mesmo com as coisas nesse plano de existência estarem indo em vertiginoso declínio, me encontro de certa forma bem e feliz comigo mesmo. "Meus demônios" agora são seres integrados em minha convivência e, com a força do estudo da filosofia (valeu Platão, estoicos, Nietzsche e demais) e outros literatos, descobri que não deveria mais temer minha patologia. Aprendi que ela sou eu e eu sou ela, essa "bipolaridade" que me faz navegar tão rapidamente entre humores é tão somente parte de quem sou. Se antes terapia e remédios eram minha cura, hoje digo com propriedade que aprendi ser minha própria mirtazapina. Se antes chorar de manhã e sorrir de tarde eram um problema, hoje aprecio o fato de lacrimejar enquanto escuto Avril Lavigne (que mulher!), mais tarde me abraçar ao som de Dream Theater e me odiar durante as madrugadas com Witchcraft ou Void King. Música, filmes e livros: ai está minha eterna companhia.
Pois bem, caríssimos estranhos. Sou o que sou e não lhes nego! Talvez esse seja o maior trunfo do anonimato: a possibilidade de ser quem quiser ser sem o prejuízo de julgamentos. Espero que minha sinceridade não lhes seja ofensiva ao decoro, para os que até aqui chegarem agradeço de coração sua insistência.
Ok, ok, divago! Vamos voltar ao ponto central e motivo desse texto: Não tenho amigos e não tenho emprego. O primeiro se deve ao fato de que sou quem sou: aprendi a duras verdades que em uma cidade deste tamanho existem mais pessoas dispostas a lhe julgar do que entender. Geralmente fogem quando confesso ser bipolar ou quando descobrem que não tenho medo de estar em contato com meus sentimentos. Que coisa não?! Em pensar que o que todos buscavam era verdadeira conexão e honestidade nas relações. Mas tudo bem, quem lhes redige sabe que sua intensidade pode ser exigente demais da disponibilidade dos outros, procuro não julgar os que me negam.
Já para falta de emprego talvez seja uma consequência lógica do primeiro: Em entrevistas de emprego costumo ser brutalmente honesto com meu empregador (afinal não é o que pedem?), ainda há pouco me perguntaram qual o meu salário ideal, quando respondi minha quantia, balançaram a cabeça em sinal negativo e disseram que era incompatível. Quem sabe não tenha sido o mais inteligente de minha parte dizer que "talvez o senhor não devesse fazer perguntas que não lhe agradam a resposta, achei que me perguntavas o que eu queria, não que buscasse adivinhações". Sim, sou este tipo de ser. Novamente perdão se lhes ofendo, reafirmo não ser minha intenção. Convido-lhes para uma reflexão, amado desconhecido: poderia eu, sendo quem sou, responder diferentemente?
Pois bem, venho fazendo o que todo jovem advogado têm feito: ofereço serviços jurídicos a preços módicos (que costumeiramente adapto aos meus clientes como forma de lhes ajudar). Sou criminalista mas somente atendo um seleto tipo de criminosos: àqueles a quem se não oferecido um serviço jurídico, muito provavelmente seriam engolidos pela máquina punitiva do Estado e integrados ainda mais a criminalidade. Não advogo para partidos criminosos e muito menos para criminosos de carreira, minha intenção é ajudar e não livrar-lhes de culpa. Talvez percebam aqui os motivos de porque não me restar dinheiro...
A fim de dedicar ainda mais honestidade à este texto, digo-lhes que tenho sim uma amiga. Uma sócia-comparsa, somos advogados e trabalhamos juntos coletando moedas enquanto tentamos ajudar, um pássaro de asa quebrada por vez.
Novamente divago, perdão. Ao ponto então: bem, como já devem tê-lo percebido, meu negócio é a escrita. Amo escrever, estudo latim por hobby, leio dostoievisk por esporte. Escrevo poemas, poesias, cartas, o que quiser. Dedico aos meus amigos e conhecidos aquilo que posso oferecer: no meu caso é o que coletei em meus 30 anos de existência. Você tem um problema amoroso? Ótimo! Sou teu brother e lhe farei uma carta ou um poema para que sares o coração, ó jovem apaixonado! Lhe incomoda a ansiedade saber que em breve terá que defender seu TCC? Maneiro, meu parceiro! Dedicarei à ti minha próxima carta sobre como deve se lembrar que em outra época, também já se apavoraste com o vestibular mas, ainda assim sobreviveste. Aproveito para lhes endereçar esta pergunta: Como se sentiriam se alguém lhes dedicasse uma carta sobre um problema que você confessou ter? Enfim, acho que pegaram o fio da meada.
Atendendo ao meu cósmico chamado, neste mês de setembro (setembro amarelo, lembro), silenciei meus demônios e passei a publicar alguns de meus textos, cartas e poemas em meu facebook particular. Alguns receberam mais likes que outros, alguns nenhum. Devo dizer que me dói saber que minha escrita às vezes não é apreciada.
Ao verem uma suculenta oportunidade, meus "dêmos" foram atiçados e voltaram a sussurrar. A minha vantagem é que neste momento, estando um bocado mais forte que antes, pensei que talvez não devesse eu ceder a régua que me mede à mão de pessoas que porventura não são verdadeiramente amigas. Improvável mas possível...
Sem dinheiro, sem perspectiva e sem companheiros, resto sozinho vivendo em um apartamento quase de favor com um conhecido. Gostaria de me mudar para São Paulo e conhecer todas aquelas pessoas estimulantes que pertencem àquele maravilhoso lugar, porém, como, se não disponho de condições nem para minha terapia e psiquiatra? Às vezes sinto que minto para as duas quando digo que estou bem, em ordem de fazer diminuir o número de sessões e medicamentos que preciso despender. Mando meu amor para as duas: não fosse por elas e os descontos absurdos que me proporcionam (na terapia, pago menos da metade; na psiquiatra, 1/3), talvez eu não estivesse me sentindo tão radiante. Não é lindo quando profissionais se despem de sua autoridade e tocam outro humano apenas como um humano?
Pois bem, venho até este maravilhoso sitio eletrônico e lhes peço: sejam meus juízes! Convido-lhes ao meu julgamento e de meu trabalho. Serei eu um bom escritor? Existe um ofício por trás destra escrita? Poderia eu tudo abandonar e - quem sabe finalmente - me encontrar alinhado e instrumentalizado pelo senhor universo através da bela e indescritível energia cósmica enquanto escrevo? Acredito que o tempo e os senhores podem me dizer...
Encaminho o link de meu tumblr (tumblr pra escritor br, ok, isso é ainda de se analisar), nele encontrarão algumas de minhas escritas publicadas nesse mês de setembro. Caso a paciência e a boa vontade acompanhem os senhores e senhoras, peço gentilmente que leiam, avaliem e sentenciem neste post o que considerarem pertinente. Caso estejam cansados de minha presença e queiram buscar apenas o poema mais lido, acredito que tenha sido este.
Para aqueles que realmente creem no valor de meu trabalho, também anexo um link para doação em paypal, onde aceito qualquer valor que puderem me ceder. Por ora, fica desabilitado a possibilidade de subscreverem em assinatura as doações, antes avaliarei se há futuro para mim nesse negócio de escrita.
E para você, que precisa de alguém que lhe escreva uma carta, um poema, uma poesia, ou que tenha, sabia ou queira um empregado escritoredatofaz tudo, sabia que recebo pedidos por email ( DillonHagarF ARROBA gmail PONTO com ) ou até mesmo através desse post ou direct.
Há aqueles que me chamarão de tolo por acreditar na bondade de estranhos na internet, devo lhes dizer que não me importo. Somente atendo minha própria natureza assim como acredito que cada um deve atender a própria. Estejam todos abençoados e em paz: aos que me ajudarem, mais, aos que me ignorarem, em igual proporção.
Por fim, agradeço todos que chegaram até aqui. Vocês são seres maravilhosos e o dom de sua curiosidade proporcionou a um desconhecido na internet um momento de felicidade. Um profundo e sincero obrigado! Sintam-se amados até mesmo por quem lhes desconhece!
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2020.09.29 08:58 thatalineyy Enfim, estou triste

Acho que tudo comecou em Dezembro de 2018, quando fazia mais ou menos 2 meses que minha avó, mãe do meu pai morreu de câncer, a gente sabia que ia acabar assim por não termos dinheiro para pagar o tratamento, mas ainda assim estávamos muito abalados e principalmente pelo fato de ela ser nova, cheia de vida. Nesse mês, meu pai ainda estava bem abalado por causa disso, e também não tinhámos uma boa condição de vida, meus pais estavam desempregados, por causa disso meus pais resolveram voltar para Brasília, onde moramos posteriormente, estávamos morando em Minas Gerais. Eu estava bem triste por ter que deixar aquele lugar, eu já tinha me adaptado bem, estava feliz até aquele momento, então, eu não queria ir embora. Colocamos a casa que tinhámos para vender e em Maio de 2019 conseguimos vender, e no Dia das Mães, voltamos para Brasília com um carro e uma boa quantia de dinheiro. A maioria da minha família por parte de mãe mora em Brasília e já fazia 3 anos desde a última vez que nos vimos. Todos ficaram surpresos, afinal, essa era a intenção. Mas ao pisar os pés onde eu morei pelo menos 9 anos da minha vida, já me senti desconfortável, pensei que era porque fazia muito tempo que eu não ia para a casa de minha avó materna, então ignorei, claro. Como eu disse, chegamos aqui em Brasília com uma boa quantia de dinheiro, que era para comprar uma casa, estávamos de favor na casa da minha avó, mas meu pai é do tipo de pessoa que não pensa no amanhã, o que importa é hoje e amanhã, se der, a gente dá um jeito. Farreou, farreou que cansou, compramos uma casa que no final nem fomos morar nela e acabamos perdendo a posse dela. O dinheiro acabou, fazia apenas 3 meses que estávamos em Brasília, e ele e minha mãe desempregados. No final das contas, ele resolveu trabalhar como motorista de aplicativo, mas minha mãe ficou desempregada até Novembro. Lembra que falei que estávamos na casa da minha avó de favor? Então, não era apenas eu, minha mãe, meu pai, minha irmã e um cachorro; também tinha minha tia, o marido dela, o meu primo e o cachorro deles. Minha vó estava na razão de reclamar, afinal, a casa é dela, mas eu escutei tanta coisa desnecessária, o que me fez ficar mais desconfortável do que quando cheguei, o que me fez estar em uma tristeza quase que constante. Logo em Outubro, a minha tia e a família dela se mudou para a casa dela, e ficamos apenas minha família e minha avó, foi quando eu pude ficar sozinha em um dos quartos da casa, isso me animou e me deixou menos desconfortável dentro de casa, afinal, era um cantinho só meu e que teria minhas regras, de certa forma. Nesse mês, eu percebi que meu pai estava recebendo mensagens de um número desconhecido, e era uma mulher. Desconfiei de que meu pai estava traindo minha mãe, e logo minha mãe também veio com essa desconfiança, percebendo que ele chegava muito tarde e o dinheiro que ele estava fazendo como motorista de aplicativo não estava condizendo com o tempo que ele passava fora. Assim foi até Dezembro, e ainda escutando asneiras da minha vó, que não podemos ao mínimo argumentar contra, por respeito e por submissão mesmo. Já tinhamos certeza que meu pai estava traindo minha mãe, porém não tinhamos provas. Quem deu provas o suficiente para confirmar foi minha madrinha, em Janeiro desse ano, a mulher morava por perto da casa dela, ela viu ela e meu pai discutindo, ela quebrou o celular da minha mãe, que meu pai dizia usar para trabalhar. Minha madrinha ainda chegou a conversar com a mulher no carro, e ela tava com uma história de que ela era mulher do meu pai (???) E que minha mãe era a amante. Nesse mesmo dia, meu pai prometeu buscar numa parada de ônibus e já era tarde da noite, aqui em Brasília não podemos dizer que é seguro, ainda mais depois das 23. No final disso tudo, expulsamos meu pai da casa da minha avó. Eu nunca pensei que ia sentir tanto nojo de alguém que eu admirava até um mês antes, eu tenho uma repulsa tão grande que eu perdoei meu pai, mas ainda não consigo engolir isso, toda vez que eu me lembro dele, minha mente me remete a isso. Eu não consigo mais ver ele da mesma forma, tratar da mesma forma, mesmo que eu sorria e esteja sendo feliz ao lado dele, sinto nojo (me desculpem se isso foi desrespeitoso da minha parte... sério, ainda respeito ele por ter sido um bom pai para mim e minha irmã). Minha mãe deu segunda chance pra ele, a terceira, e ele pisou na bola nessas duas novas chances de recomeçar ficando com aquela mulher, que também morro de nojo, até um tempo desses ela mandava mensagens de baixíssimo calão para minha mãe, e a ofendia de várias e inúmeras formas. Isso tudo botou uma pressão enorme em mim, porque minha família queria saber de tudo, mas não apoiava, apenas criticava e chamava minha mãe de burra, inocente, assim como me chamavam de lerda, besta, por não tirar dinheiro do meu pai. Minha vó sempre falava merda, o que não ajudava, e ela sempre estava atrás de mim pra falar alguma coisa sobre meu pai e criticar as minhas atitudes e a da minha mãe. Em Fevereiro, começou as aulas, eu finalmente estava no Ensino Médio, conheci novas pessoas, e entre elas é o menino que estou apaixonada (queria colocar outra coisa, mas estou mesmo apaixonada por ele), ele conseguiu botar todo meu estresse e ansiedade para o escanteio, me fazer sorrir de uma forma tão simples, e meu coração palpitar de forma diferente (aff, que meloso kkkkk), e no final ele virou outro motivo de preocupação, que eu vou falar mais no final. Em 12 de Março, começou a quarentena aqui em Brasília, isso significava ter que ficar em casa, o que obviamente, não tava sendo fácil pra mim tendo que escutar o que escutei e ainda ter que aturar e não poder falar nada. Claro que isso foi acumulando e no final do mês eu me sentia mais estressada e triste do que nunca, eu só queria gritar, liberar toda aquela raiva, ressentimento, tristeza; mas que eu não pude soltar até agora, afinal, eu tenho platéia, né... Em Abril, eu ainda saia com meu pai, mas ele perdeu o carro, e paramos, até porque não tinha mais de onde tirar dinheiro, e minha mãe também tava desempregada, o que dificultou. Meu pai ficou em situação de rua até Maio, quando ele voltou para Minas Gerais, mas em outra cidade. E nesse tempo, escutando o que eu não queria sem poder falar nada, eu estava juntando mais raiva e estresse, o que desencadeou em insônia e em crises de ansiedade. Junho e Julho, minha vó ficou cada vez mais no meu pé, falando sobre o dinheiro que meu pai tinha que dar, com razão, mas o jeito que ela falava era desnecessário, sempre relembrando os fatos e colocando eu e minha mãe como as babacas da história, sendo que babaca nisso tudo, sempre foi o meu pai. E meu estresse aumentando e as crises ficando piores. Agosto, minha mãe agora tem um trabalho, e minha vó parece que aproveitou a oportunidade de falar sobre a mesma ladainha de sempre. Mas dessa vez eu não aguentei e discuti sério com ela, eu dei um acesso de raiva, eu não me lembro de nada do que falei, ou do que eu fiz, quando vi, eu estava sentada no banheiro, com a porta trancada, e com os braços multilados, vi minhas unhas com sangue e meu braço ficando meio inchado e entrei em desespero, mas também depois desse acesso de raiva nunca mais tive crises de ansiedade ou tristeza, apenas sinto um vazio, e a mente confusa. Setembro, meu pai finalmente começou a pagar a pensão, minha vó parou de falar merda, e meus familiares diminuiram as piadinhas e perguntas desnecessárias. Minha mãe está melhor e tranquila em relação a meu pai com a família, tanto que eles se juntam para falar mal dele, ela está apenas cansada por causa do trabalho. Mas eu... sinceramente, não estou bem, estou melhor em relação as crises de ansiedade e o estresse em excesso. Mas a insônia prevalece, tanto que estou escrevendo esse textão às 03:50... e não há quem preencha esse vazio, e esse cansaço mental. Ainda tem uma pessoa que restaura minha saúde mental, que é o menino que eu estou apaixonada, lembra? Mas ele também está virando um certo fardo, pois me sinto esquecida por ele. Eu acho que gostar dele está me deixando cansada mentalmente também, por mais que ele consiga preencher, mesmo que seja por um minuto, esse vazio. E isso me estressa. As vezes eu fico pensando demais pelo simples fato de eu ter falado alguma coisa que ele respondeu meio seco por mensagem. Antes de escrever isso, eu estava pensando nisso, sobre o fato de os dois gostarem um do outro, sentirem ciúmes um do outro, mas um estar cansado mentalmente por esse motivo.
Desculpa, ficou enorme, mas eu precisava fazer esse desabafo. Eu estou triste, me sinto infeliz, não tenho vontade de viver, não dessa forma. Se você leu até aqui, obrigada pela paciência, se você tiver um conselho, uma dica, deixa aqui embaixo, eu agradeço quem deixar também. Outra vez, me desculpem por esse tamanho de texto. Tenham um bom dia, tarde, noite ou madrugada. 😊
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2020.09.28 15:04 Vedovati_Pisos Por que fazer anúncio digital para a academia?

A tomada de decisão para fazer um anúncio digital para a academia, gera dúvidas e opiniões diversas. A primeira pergunta que o gestor ou responsável por marketing deve fazer, não é como anunciar, mas por que anunciar.
Por que você acha que fazer um anúncio digital poderá ser bom para o seu negócio? Para responder a essa pergunta você deve ter bem claro qual é o seu objetivo ao anunciar. É para atrair novos clientes? É para divulgar sua marca? É para apresentar um novo serviço? É para divulgar uma promoção para os clientes? É para atrair gente para o site ou para as redes sociais? É por algum outro motivo que não me ocorreu aqui? Por enquanto guarde sua resposta, pois vou explicar um pouco sobre as formas de fazer anúncio digital.
Formas de anúncio digital
Vou me ater a duas formas de fazer os anúncios: no Google e nas redes sociais (Facebook e Instagram). Embora existam outras formas de anunciar na internet a maior parte das dúvidas está relacionada a esses dois formatos. Em outra oportunidade, havendo interesse, posso abordar outras maneiras de anunciar.
A principal diferença entre anunciar no Google e nessas redes sociais é óbvia, mas muitos não percebem. Anúncios no Google serão vistos por quem está fora das redes sociais e anúncios nas redes sociais, por quem participa delas. Com a resposta da primeira pergunta que fiz e essa informação é possível que já saiba, ao menos, onde deve ser feito o seu anúncio digital, mas vamos em frente e veremos as características de cada um deles.
Anúncios no Google
Há quem acredite que não valha a pena anunciar no Google, as duas principais justificativas são o preço (mais caro do que nas redes sociais) e a experiência prévia negativa. A pessoa não obteve o resultado desejado com o anúncio. E já explico o motivo:
Anunciar no Google não é fácil. E não estou falando da interface, essa é quase intuitiva, mas da lógica por trás do anúncio. Por isso é comum pagar caro e não ter o resultado desejado.
Anuncie no Google se quiser atrair pessoas para seu site ou diretamente para academia. Esse deve ser o objetivo, mas lembre-se que é possível obter bons resultados, apenas usando técnicas de SEO.
Vamos considerar que o site da academia está otimizado para os buscadores, mas você precisa de resultados imediatos. Neste caso fazer anúncios poderá ajudar, mas não qualquer anúncio. Ter a resposta para aquela pergunta inicial também ajudará a definir se irá anunciar nas buscas, na rede de display (sites que exibem anúncios do Google) ou em ambos.
Nas buscas: Quando seu objetivo for ser encontrado por alguém que procura uma academia em determinado bairro ou cidade, por exemplo.
Na rede de display: Quando seu objetivo for que sua academia seja mostrada para um público específico, por exemplo.
Dica ninja 1: Nas buscas é possível colocar o telefone, com opção de fazer a ligação, quando o acesso é feito por celular. Na rede de display é possível escolher um site específico para que o anúncio apareça.
A base da segmentação são as palavras-chave, há várias formas de classificá-las e os valores irão variar conforme a demanda por elas. Por isso é importante monitorar diariamente o desempenho das palavras chave escolhidas para otimizar seu anúncio e tirar melhor proveito do seu orçamento.
Dica ninja 2: Quando for organizar seus anúncios, separe seus grupos de anúncio por tema, agrupando palavras-chave relacionadas. Isso facilita na hora de saber o que está funcionando e o que não está.
Anúncios no Facebook/Instagram
Para quem não sabe o Facebook comprou o Instagram e o anúncio para ambos é feito no mesmo lugar, no gerenciador de anúncios do Facebook. Ao contrário do que acontece com o Google, o senso comum, diz que nas redes sociais os resultados são excelentes. Cuidado! Excelentes como?
O que leva a essa crença é o aumento exponencial na quantidade de fãs, que costuma acontecer quando se faz anúncios nas redes sociais. Para uma grande rede de academias que possui muitas unidades, pode ser interessante. Para quem tem uma ou duas unidades, não serve para nada. Ou você acha que vai converter em vendas alguém que mora do outro lado da cidade, em outra cidade ou pior, em outro estado?
Nem por isso os anúncios nas redes sociais são uma opção ruim, pelo contrário é possível conseguir excelentes resultados e converter em vendas. Você precisa apenas ajustar seu objetivo ao tipo de anúncio que vai fazer, e são muitas as opções, mais de dez.
Uma boa opção se sua página é um “local” é fazer um anúncio de reconhecimento para alcançar pessoas próximas da sua academia. Outra forma interessante é para fazer a captura de leads, mas é preciso ter uma estratégia por trás disso.
Dica ninja 3: É possível subir os e-mails de alunos, ex-alunos e visitantes e segmentar anúncios para eles.
Fazer ou não fazer anúncio digital? Eis a questão.
Voltamos então ao início do texto. Por que você acha que anunciar na internet poderá ser bom para sua academia? Percebeu que fazer um anúncio digital, será bom ou ruim conforme o objetivo que espera alcançar? Portanto não entre na onda do senso comum de que anunciar assim é melhor (ou pior) do que assado.
Todas as formas de fazer anúncio digital funcionam. Você só precisa saber o que está fazendo. Caso contrário é desperdício de dinheiro na certa.
Os melhores pisos para a sua academia estão aqui!
Nossos pisos para academias trazem beleza, resistência, praticidade e economia. É tudo o que você precisa para a sua academia !

https://www.vedovatipisos.com.bnoticias-artigos/anuncio-digital-para-a-academia/
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